15/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Prefeito de Coari condenado por unanimidade a oito anos de prisão, mas recorre em liberdade e mantém mandato

Publicado em 22 de novembro, 2011

O prefeito de Coari, Arnaldo Mitouso, foi condenado a oito anos de prisão, em regime fechado, pela unanimidade dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), bem como à perda do mandato, mas apenas o processo transitar em julgado – passar por todas as instâncias. Mitouso foi acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de ter matado o médico e ex-prefeito do Município Odair Carlos Geraldo, em 1995. O julgamento ocorreu agora pela manhã, tendo na acusação o procurador José Hamilton Saraiva, na defesa o advogado Washington César Rocha Magalhães e na relatoria a desembargadora Encarnação das Graças Sampaio Salgado.

Os debates foram acirrados, mas os 11 que votam (presidente só vota se houver empate) optaram pela condenação

Pela Lei da Ficha Limpa, a condenação por colegiado implica perda dos direitos políticos por cinco anos. Mitouso não poderá, portanto, concorrer à reeleição. Ele foi vítima de misterioso atentado, dia 6 de agosto deste ano, atingido com um tiro de raspão no pescoço quando voltava para casa, na avenida Umberto Calderaro Filho (Paraíba).

O processo vinha se arrastando por mais de uma década e meia. Foi desaforado de Coari para Codajás. Promotores e juízes se declararam suspeitos. O prefeito foi acusado de nomear testemunhas chaves para secretarias municipais. Até que, ao assumir a presidência do TJAM, o desembargador Domingos Chalub decidiu avocar o processo para Manaus e exigir a tramitação normal do mesmo, levando ao desfecho ocorrido hoje.

A viúva de Odair, Samyr Sahdo, disse que 16 anos, três meses e oito dias depois da morte do marido se fazia Justiça. “Eles vão recorrer, eu sei, mas lá em cima também a Justiça será feita”, enfatizou, abraçada aos filhos Odair Neto e Leonardo Sahdo.

Choro da viúva e dos filhos de Odair comoveu quem assistiu ao julgamento. 

O voto da relatora Encarnação foi duro. Ela chegou a dizer que “o homicida agiu com ódio e frieza”. O desembargador Rafael Romano chegou a ser irônico, ao lamentar a demora no julgamento: “Ele se elegeu prefeito e estava pra se eleger presidente da República, antes de ser julgado”. E Graça Figueiredo comentou que “a Justiça tarda, mas não falha”.

Veja mais notícias em Destaques

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.