07/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Arthur defende liberação da maconha, homossexuais e privatização. E pode renunciar em abril

Publicado em 17 de novembro, 2017

Arthur Virgílio partiu para a ofensiva

Arthur está de boltanao belho estilo que polemiza e inquieta

A Revista Exame, da Editora Abril, coloca o prefeito Arthur Virgílio entre os que renunciarão em abril de 2018. O jornal espanhol El País é mais contundente. Mostra um Arthur que defende da privatização total à união de homossexuais e liberação da maconha.

A publicação da Exame, assinada pela repórter Valéria Bretas, foi postada às 11h03, desta sexta (17/11). Faz uma lista dos prefeitos de capitais que concorrerão ou à Presidência da República ou aos governos estaduais. Registra um recuo do prefeito de Salvador, ACM Neto (Democratas), que deve disputar o governo estadual. E cita apenas João Dória, de São Paulo, e Arthur como prefeitos presidenciáveis.

A revista pediu e a consultoria Prospectiva mapeou os prefeitos que estão pensando em deixar os cargos para concorrer nas eleições 2018. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou informação de que o mês de desincompatibilização é abril/2018, seis meses antes do pleito.

 

Maconha, homossexuais e privatização

Afonso Benites, do El País, publicou (17/11, 15h20) longa entrevista, estilo pergunta e resposta (veja a íntegra aqui), classificando o prefeito de “estranho no ninho tucano”. “Estranho é o Dória querer ser presidente. Ele não consegue governar São Paulo. Não senta para governar a cidade”, contesta Arthur. A justificativa? O longo currículo que tem como deputado federal, senador, líder do Governo, oposição a Lula e ministro de FHC.

A entrevista traz de volta a metralhadora giratória que Arthur sempre usou em política. Ciro Gomes? “Diz que estudou em Harvard, mas nem sei se aprendeu a falar inglês”. Bolsonaro? “Fascista e homofóbico”. Mais de Dória? “Quer aparecer como crítico ao Lula, mas não foram poucas as festas que ele fez para Lula e Dilma nesse consulado petista”. Qual consulado? O Grupo de Líderes Empresariais (Lide), com o qual Dória trouxe a Manaus gente como Arnold Schwarzenegger. Com cachês altíssimos, bancados pelo Governo do Amazonas.

 

Golpe nos cartéis e crítica à Social Democracia

Arthur afirma que a liberação da maconha seria um golpe nos cartéis do tráfico, que ameaçam tomar o Brasil. “O Fernando Henrique só descobriu, infelizmente, que era preciso liberar a maconha, quando deixou a Presidência. E justifica a defesa da união homossexual: “Pessoas que se amam devem ficar juntas”.

Sobre o discurso estar na contramão do atual ideário do PSDB, o prefeito de Manaus também é contundente. Critica até o nome do partido. “Partido da Social Democracia Brasileira. Me diga em que país do mundo a Social Democracia deu certo? Faliu a Europa inteira. Virou sinônimo de gastança”.

Arthur Virgílio agora quer privatizar tudo. “Se deixar para o Estado vai dar em roubo”, justifica. “O PT organizou a roubalheira. Mas ele não pôde roubar em uma empresa que foi privatizada pelo Fernando Henrique. Ele pôde roubar na Petrobras porque o patriotismo, entre aspas, dele estigmatizava todos aqueles que queriam privatizar a Petrobras. Inclusive eu”.

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