04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Candidatos do Enem encerram segundo dia e avaliam prova como difícil

Publicado em 12 de novembro, 2017

No segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, candidatos consideraram difíceis as provas de matemática e ciências da natureza (química, física e biologia). Enquanto alguns avaliaram que o nível de dificuldade da prova deste ano estava semelhante à de anos anteriores, outros consideram que o Enem 2017 foi mais técnico, exigindo mais conteúdo específico das disciplinas.

Neste ano, pela primeira vez, a prova foi realizada em dois domingos. Hoje os candidatos tiveram quatro horas e 30 minutos para concluir a prova, com 90 questões objetivas.

Professores

Já os professores consideraram as provas deste segundo dia menos interpretativas e com mais cobrança de conteúdo. Por tradição, mesmo na prova de exatas, o exame costumava incluir muitas questões interpretativas e com relação direta com o cotidiano. Na avaliação do professor de biologia Rubens Oda, do curso online Descomplica, a maior dificuldade que os candidatos enfrentaram na prova de hoje foi a presença de conteúdos esperados, mas cobrados com maior nível de detalhamento.

Ele cita como exemplo uma questão de genética que abordou um detalhe específico sobre o processo de espiralização do cromossomo X. Segundo o professor, isso é algo pouco conhecido dos estudantes do ensino médio. “Era esperado que cair alguma coisa de genética, mas não no grau de profundidade e detalhamento que foi cobrado”, diz.

Na avaliação do professor, um bom desempenho na prova de hoje dependeu muito mais da preparação do que da concentração do estudante. “O que acontece é que o Enem, historicamente, é uma prova que pesava bastante na interpretação, na busca de avaliar competências e habilidades. O que ocorreu neste ano, com os conteúdos que foram cobrados em ciências da natureza, parece que volta a cobrar conteúdos que eram mais pertinentes ao antigo modelo de vestibulares. Ou seja, a prova está deixando de ser um teste que busca a cobrança de competências e habilidades e está voltando a ser mais conteudista”, avaliou.

Segundo ele, houve questões interpretativas, como as que tratam de análise de gráficos. Mas o peso dado aos itens com mais foco no próprio conteúdo foi maior do que em edições anteriores. Para ele, essa mudança é considerada um retrocesso na avaliação. “Acho um retrocesso. Principalmente no momento em que se discute o novo ensino médio, a nova Base Nacional Comum Curricular, a gente voltar a pensar em uma avaliação de conteúdos e não de habilidades e competências é um retrocesso. Ainda mais se levarmos em conta um país continental como o Brasil, que tem realidades educacionais muito diferentes nos seus estados”, disse.

 

Veja mais notícias em Notícias

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.