
Três homens e um adolescente chegaram a Manaus na tarde desta quinta, vindos de Coari, onde ocorreu o crime da atleta britânica Emma Kelty. Fotos: Divulgação PC-AM
Três homens e um adolescente de 17 anos, suspeitos de participar do latrocínio (roubo seguido de morte), da esportista britânica Emma Kelty, 43, desembarcaram em Manaus nesta quinta-feira (21), no Aeroclube de Manaus. Artur Gomes da Silva, conhecido como “Beira”, o menor de idade, Erinei Ferreira da Silva, 28, o “Alfinete”; e Jardel Pinheiro Gomes, 19, o “Kael” foram transferidos para a capital após determinação do juiz da 2ª Vara da Comarca de Coari, Fábio Lopes Alfaia, que decretou a prisão preventiva dos acusados.
A britânica descia o rio Solimões, sozinha, num caiaque, entre as Coari e Codajás, quando foi vítima de um latrocínio. O corpo da estrangeira continua sendo procurado na área onde o grupo autor do crime disse ter jogado. Os suspeitos do crime estavam detidos na Delegacia de Coari (distante 363 quilômetros da capital) e chegaram sob forte esquema de segurança.
Os três adultos foram encaminhados ao 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), para os procedimentos legais, e posteriormente serão levados a uma das unidades prisionais, ainda não informada. O adolescente deve ser levado à Delegacia Especializada de Apuração de Atos Infracionais (Deaai).
Um quinto acusado, Evanilson Gomes da Costa, 24, chamado “Baia”, também envolvido no latrocínio da britânica, foi assassinado na madrugada de quarta-feira (20), por traficantes.
O delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Ivo Mendes, explicou que sete indivíduos participaram do crime. Dois deles continuam foragidos: Erimar Ferreira da Silva, chamado de “Chico”, e Nilson Ferreira da Silva, o “Zé Preto”. Eles já tiveram as prisões preventivas decretadas e estão sendo procurados pela polícia.

Os três adultos detidos em Coari, nas proximidades da comunidade de Lauro Sodré: Jardel Pinheiro Gomes, 19, o “Kael”; Erinei Ferreira da Silva, 28, conhecido como “Alfinete”, e Arthur Gomes da Silva, 19, o “Bera”
Entenda o caso
Na última quarta-feira, dia 13, por volta das 22h, uma empresa ligou para o Comando do 9° Distrito Naval (Com9ºDN) informando que o localizador de emergência da britânica Emma Kelty, que estaria realizando canoagem esportiva no rio Solimões, havia sido acionado.
Na manhã de quinta-feira, dia 14, a Marinha do Brasil iniciou as buscas para tentar localizar a britânica. Já na tarde de sexta-feira, dia 15, alguns objetos de Emma Kelty, como roupas, sapatos e o caiaque foram encontrados na Comunidade Lauro Sodré.
No último domingo, dia 17, a Marinha do Brasil encaminhou os objetos ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foi realizado o Auto de Exibição dos materiais. Na DIP de Coari foi instaurado um Inquérito Policial (IP), de nº 44/2017, para investigar o caso.
A Polícia Civil do Amazonas, assim que foi acionada pela Marinha do Brasil, enviou uma equipe, composta por sete investigadores lotados no Departamento de Polícia do Interior (DPI), quatro investigadores que atuam na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e dois escrivães da instituição, ao município de Codajás para auxiliar nas diligências em torno do caso.
Após ser alvejada, a vítima foi arrastada para a canoa utilizada pelo grupo e levada por cerca de cem metros da praia, para o meio do rio, onde foi jogada pelos infratores. A canoa e o caiaque foram encontrados e já estão em Manaus para perícia.

Emma foi morta por grupo de sete homens que roubaram seus objetos de valor, atiraram nela, cortaram seu pescoço e a jogaram no rio Solimões. Foto: Reprodução