13/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Quadrilha presa chegaria a R$ 1 milhão em três assaltos e foi detida antes de novo crime no Centro

Publicado em 12 de setembro, 2017

Sete pessoas integravam quadrilha que convencia funcionários a dar informações privilegiadas. Eles iriam somar R$ 1 milhão após assaltos a uma joalheria, agência bancária no Distrito e loteria no Centro. Fotos: Divulgação PC-AM

Sete pessoas foram presas acusadas de participar de uma quadrilha que teria roubado, em Manaus, R$ 1 milhão, entre assaltos a agências bancárias, joalheria e loterias da capital. O grupo é formado por cinco homens e duas mulheres e, segundo investigações, recebia informações privilegiadas dos locais-alvo. Dois suspeitos, que ainda não foram detidos, continuam sendo investigados.

A quadrilha foi pega nesta segunda-feira (11), durante uma tentativa de assalto frustrada, que renderia cerca de R$ 300 mil de uma lotérica do Centro. Todos foram capturados durante ação coordenada pelo delegado Adriano Félix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd).

Os presos em flagrante, por roubo majorado tentado e associação criminosa são Jefferson Oliveira Costa, 24; Viviane de Souza Maia, 19; Fabio Barauna de Moraes, 26; o taxista Jucelino de Andrade Pereira, 32; Gerson Rodrigues Moriz, 39; Jefferson Arley da Silva Varjão, 43; e Rosana Paula Costa da Silva, 25. Cinco deles já tem passagens pela polícia.

Eles foram interceptados na avenida Constantino Nery, no bairro Presidente Vargas, na zona Centro-Sul da cidade, enquanto se deslocavam para uma casa lotérica no Centro, de onde pretendiam roubar R$ 300 mil em espécie. Fábio, Jefferson Arley, Jefferson Oliveira, Jucelino e Rosana foram detidos na Constantino; Viviane foi pega nas dependências da casa lotérica, que fica em um edifício na avenida Marechal Deodoro, no Centro; e Gerson foi pego na avenida Floriano Peixoto, no Centro.

Segundo o delegado, Jefferson Oliveira, Jefferson Arley, Fábio e Rosana iriam entrar na casa lotérica e cometer o roubo. Já o taxista Jucelino e Gerson ajudariam na fuga. Viviane foi quem passou as privilegiadas à quadrilha por trabalhar na casa lotérica, como valor disponível no local, porta de saída e horário que o carro-forte passava para recolher o dinheiro.

As investigações levaram mais de um mês e com as informações do novo assalto em curso, a equipe fez a intervenção antes do crime. Para Adriano Felix, os sete são responsáveis pelo assalto a uma agência bancária dentro de uma fábrica do Distrito Industrial, de onde levaram R$ 48 mil, e também por um roubo a uma joalheria na qual tiveram um lucro de R$ 600 mil em ouro.

Durante a ação da Polícia Civil foram encontradas com os infratores três armas de fogo calibre 38. Com Gerson foi apreendido um veículo da montadora Fiat, modelo Strada, de cor prata e placas PHM-7608. Também foi apreendido um automóvel modelo Grand Siena, de cor branca e placas PHI-8049, que estava sendo dirigido por Jucelino.

O grupo gastava o dinheiro de forma moderada, com a família, tráfico de drogas e com algumas aquisições, segundo o delegado. Já Denise era a que mais ostentava, comprando joias e produtos caros de beleza.

Delegado Adriano Félix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), coordenou operação que terminou na prisão do grupo antes do assalto na loteria

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