
Dois debates já estão agendados, faltando definir detalhes do formato. Dia 17 de julho a Band local fará o primeiro, e no dia 3 de agosto será na Rede Amazônica. Foto: Reprodução
Com horário reduzido no programa eleitoral gratuito, candidatos ao Governo do Amazonas na eleição suplementar de 6 de agosto (primeiro turno) aproveitam ao máximo a rotina de entrevistas nas mídias tradicionais e o uso das mídias sociais para vender propostas e ideias aos eleitores.
Duas TVs já marcaram debates com os candidatos ao pleito, oportunidades, inclusive, para os telespectadores assistirem confrontos de ideias.
O primeiro debate acontece no dia 17 de julho, pela TV Band, a partir das 21h10, com duas horas de duração. Oito concorrentes ao pleito foram convidados a participar do programa, e apenas Jardel Deltrudes (PPL) ficou de fora da lista, em razão do partido pelo qual concorre não ter representatividade parlamentar. Outro debate tem data marcada para o dia 3 de agosto, o da TV Amazonas, na Rede Amazônica. Os detalhes dos blocos, horário e formato ainda vão ser definidos pela equipe de jornalismo.
Para os candidatos, é consenso que os debates nas televisões são ótimas oportunidades para apresentar o que querem fazer pelo Amazonas.
O senador Eduardo Braga, que concorre pelo PMDB, vai aproveitar para tornar ainda mais pública as propostas do Plano de Emergência da coligação “União pelo Amazonas”. “São momentos importantes para esclarecer o eleitor sobre o que cada candidato pensa para as diversas áreas, como saúde, segurança, educação, e geração de emprego e renda”, entre outras.
O vereador Wilker Barreto (PHS), da chapa “Por um novo Amazonas”, disse que irá aos debates para discutir quatro grandes problemas do Estado: saúde, segurança, emprego e renda, e educação.
“O espaço democrático será uma oportunidade para apresentar nosso programa de governo, que consiste em um Plano de Gestão e Ação de Impacto. Nele vamos realinhar contratos, cobrar dívidas e buscar parcerias e convênios”, falou Wilker, que espera, com essas intervenções, obter recursos necessários para agir com urgência e emergência nos segmentos mais deficitários.
Como nome de oposição, o petista José Ricardo seguirá a linha de que os eleitores e o Estado não podem ficar mais presos a políticas do passado que não deram resultado e ajudaram a piorar a situação de crise.
Já Luiz Castro (Rede), da coligação “O começo de uma grande mudança”, vai manter o perfil de político de oposição e independente, defendendo propostas para uma nova gestão, com transparência e eficiência nos diversos setores da administração pública. “Naturalmente, vamos questionar as políticas equivocadas que impedem o desenvolvimento econômico e social do Estado nas últimas décadas, após sucessivos governos, inclusive comandados por candidatos que estarão presentes nos debates”, adiantou, mas preservando o debate respeitoso em cima de temas e contra a corrupção.
Para o deputado estadual Marcelo Serafim (PSB), o debate é um dos pontos principais da eleição e não “podemos antecipar estratégias”. O candidato vai aos debates que foram realizados para o pleito.
A jornalista Liliane Araújo (PPS) vai participar dos programas, assim como tem ido às entrevistas na mídia local. “Vamos manter o tom da campanha em alto nível em respeito ao eleitor. Não vamos atacar a honra de ninguém, ou família, mas discutir os eixos do nosso projeto de governo”.
Para a candidata, é necessário usar um importante espaço na TV para mostrar como cuidar do povo amazonense e quais projetos podem ser desenvolvidos para melhorar a vida de todos. “Vamos abrir vagas nas escolas, cuidar da saúde, colocando médicos, enfermeiros e remédios nos hospitais, estimular os negócios, sobretudo o empreendedorismo, atualizar o modelo de segurança que está aí. A nossa população vive com medo”, destacou.
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