Grupo Amazonino (PDT, PV e partidos nanicos)
O prefeito Amazonino com uma das maiores rejeições da história e até pouco tempo encurralado no PTB comandado pelo deputado Sabino, encontrou guarida no PDT, sob as bênçãos do presidente nacional da sigla, Ministro Carlos Luppi, e com o placet do Planalto, tanto que hoje é cortejado pelo PT da Presidente Dilma.
A despeito dos sucessivos escândalos e da absurda ineficiência administrativa que marcam a gestão de Amazonino na PMM, o elevado índice de rejeição não colocam o prefeito candidato à reeleição fora do jogo. A entrega de obras em andamento (Ponta Negra, Viaduto do São José), a força da máquina pública (que ele bem sabe usar a seu favor) e a existência de um eleitorado cativo e acrítico, colocam Amazonino como figura importantíssima no jogo sucessório.
Ademais, resgato aqui, como já dito no artigo passado, a possibilidade de composição com o grupo Eduardo/Omar, com Eduardo indicando um vice da sua absoluta confiança, o que inviabilizaria uma candidatura de Amazonino ao governo em 2014, já que, ao se afastar da prefeitura, deixaria uma aliado do seu concorrente (Eduardo). Isso jogo é bom pra todos eles (Eduardo, Omar e Amazonino) e contemplaria toda a base política dos dois grupos (vereadores e deputados) que é a mesma.
Caso Amazonino, não consiga trazer o grupo de Braga pra sua coligação fará de tudo para manter o PT (no último encontro do partido decidiu formalizar a adesão a gestão Amazonino, mantendo inclusive um secretário) ao seu lado ou trazer o PPS (o vereador Hissa declarou eu estabelecerá conversas com o PDT de Amazonino para uma provável composição), provavelmente, indicando o vice, já que só com os partidos que conta hoje, o prefeito teria um tempo mínimo de televisão, o que o colocaria numa situação muito difícil no cenário em que sua administração deve ser muito atacada pelos opositores.
Assim, Amazonino, como uma “velha raposa” da política vai abrindo possibilidades de aliança, com grupo Eduardo/Omar, com PT ou com PPS, mas pode acabar só com o PDT, o PV e os partidos nanicos sob seu controle (PHS, PRTB), o que o deixaria numa situação bastante difícil.
* Marcelo Ramos (PSB-AM) é deputado estadual.