14/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Inclusão e Direitos: ‘Projeto Gerações’ ensina Inteligência Artificial e cidadania para idosos na capital

Publicado em 14 de setembro, 2026

Inclusão e Direitos: ‘Projeto Gerações’ ensina Inteligência Artificial e cidadania para idosos na capital

A busca por autonomia digital e o fortalecimento da cidadania ditaram o ritmo da manhã desta quinta-feira (10/09) em Manaus. Promovido pela Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam), em parceria com a Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (Funati/UEA) e o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o Projeto “Gerações” reuniu dezenas de pessoas com 60 anos ou mais para uma imersão prática que uniu tecnologia e direitos humanos.

O evento contou ainda com o apoio estratégico do Senac Amazonas e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. O grupo, formado por alunos da Funati e participantes do Centro de Integração Social Gerando Vidas, começou o dia com um desafio moderno: aprender a dominar a Inteligência Artificial (I.A.).

Oficina

Durante a oficina prática, os idosos aprenderam a usar comandos específicos para a I.A., descobrindo como extrair os melhores resultados da ferramenta para o dia a dia. Munidos de seus próprios celulares, eles exercitaram a conversação com a tecnologia, quebrando barreiras geracionais.

“Essa ação oportuniza ao grupo da melhor idade o entendimento sobre a Inteligência Artificial no cotidiano”, destacou Clessia Veloso, supervisora pedagógica do Centro Especializado em Informática do Senac Amazonas. “Isso gera inclusão, letramento digital, segurança e, acima de tudo, independência nas tarefas diárias.”

Essa busca por emancipação também foi defendida pela professora Renilda, da Semed. Atuando na alfabetização de jovens e adultos, ela pontuou que o conhecimento afasta o medo:
“Eles dependem muito de netos e parentes para usar aplicativos. Aprender a mexer no celular tira o receio de entregar o aparelho para terceiros, protegendo dados pessoais e bancários. Além disso, ao conhecerem seus direitos, eles ficam muito mais preparados para evitar golpes e fraudes”, alertou a educadora.

Museu

Após a imersão tecnológica, os participantes foram conduzidos ao Museu do Judiciário do Amazonas (Mujam), que funciona no imponente e histórico Palácio da Justiça, no Centro de Manaus. Lá, o juiz Yuri Caminha compartilhou os bastidores de sua carreira e propôs uma dinâmica impactante: a resolução simulada de um caso real de violência contra o idoso.

“Foi uma oportunidade excelente de debater direitos com um público profundamente interessado”, declarou o magistrado em sua estreia no projeto.

Para Helena Nascimento, educadora social da Funati, ver o projeto crescer em sua quarta edição no ano é uma realização. “Acompanhar esses idosos é um privilégio. Cada novo conhecimento que eles adquirem é uma aula diferente para mim também”, celebrou.

O impacto da manhã produtiva refletiu no sorriso dos participantes. Juliana Santos Andrade definiu o encontro como “gostoso e muito produtivo”.

Já para a carismática Francisca Feijó Vasconcelos, de 80 anos, o aprendizado superou qualquer obstáculo técnico. Mesmo tendo esquecido o smartphone em casa, ela garantiu que a lição foi assimilada: “Eu adorei, venho sempre aqui. Aprendi coisas novas na aula. Esqueci o celular, mas está tudo guardado na minha memória”, brincou.

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