
Rotas marítimas rumo à Europa concentram maior número de vítimas, segundo a OIM. (Foto: Antonio Sempere)
Cerca de 8 mil pessoas morreram ou desapareceram ao tentar migrar em 2025, conforme relatório divulgado nesta terça-feira (21) pela Organização Internacional para as Migrações, ligada à Organização das Nações Unidas.
De acordo com o levantamento, foram registrados 7.904 casos no período. Apesar da redução em relação ao recorde de 2024, quando houve 9.197 ocorrências, a entidade alerta que o número pode estar subestimado, já que cerca de 1.500 casos suspeitos não puderam ser confirmados devido à diminuição de recursos para monitoramento.
As rotas marítimas com destino à Europa seguem como as mais letais, concentrando mais de 40% das mortes e desaparecimentos. Muitos desses episódios são classificados como “naufrágios invisíveis”, quando embarcações desaparecem completamente sem deixar vestígios.
O relatório também aponta que a rota da África Ocidental rumo ao norte registrou cerca de 1.200 mortes. Já na Ásia, houve número recorde de vítimas, incluindo centenas de refugiados Rohingya que fugiam de conflitos em Mianmar ou das condições precárias em campos de Bangladesh.
Para a diretora-geral da OIM, Amy Pope, os dados refletem falhas globais na prevenção dessas tragédias. Ela destacou que fatores como conflitos, mudanças climáticas e políticas migratórias têm alterado as rotas, mas não reduzem os riscos enfrentados pelos migrantes.
A responsável pela área humanitária da organização, Maria Moita, também ressaltou que os números representam histórias de pessoas que se arriscam em jornadas perigosas, enquanto familiares aguardam por notícias que muitas vezes não chegam.