13/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

MPAM obtém decisão favorável para normalizar energia elétrica em São Gabriel da Cachoeira

Publicado em 27 de março, 2026

MPAM obtém decisão favorável para normalizar energia elétrica em São Gabriel da Cachoeira

Em São Gabriel da Cachoeira, o Ministério Público do Amazonas (MPAM), em parceria com a Defensoria Pública do Estado (DPE/AM), obteve decisão judicial que determina a adoção de medidas para regularizar o fornecimento de energia elétrica no município, após constatação de falhas estruturais no sistema.

A decisão, proferida na última terça-feira (24/03), deferiu parcialmente o pedido de tutela de urgência (Processo nº 0000616-40.2026.8.04.6900) apresentado contra as empresas Amazonas Energia S.A. e VP Flexgen (Brazil) SPE Ltda., responsáveis pela geração e distribuição de energia no município.

Ação civil

A decisão tramita com base nas informações de uma ação civil pública (ACP), assinada pelo promotor de Justiça Paulo Alexander dos Santos Beriba, que aponta interrupções frequentes, prolongadas e sem aviso prévio no fornecimento de energia, afetando diretamente a população.

Segundo a Promotoria, o problema é estrutural e recorrente, com histórico de episódios críticos, como o racionamento registrado em 2023. Já em 2026, novas falhas graves voltaram a ocorrer, evidenciando a persistência das irregularidades.

“A precariedade do serviço compromete direitos fundamentais da população, como saúde, segurança, educação e dignidade humana, além de causar prejuízos econômicos e sociais significativos”, destacou o promotor.

Decisão

Inicialmente, a Justiça determinou que as empresas adotassem, em até 24 horas, todas as providências técnicas necessárias para garantir o fornecimento contínuo, regular e seguro de energia, sob pena de multa diária de R$ 2 milhões, a ser revertida ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor.

Após recurso das empresas, a decisão foi parcialmente modificada, estabelecendo prazo de 15 dias para cumprimento das medidas e redução da multa diária para R$ 100 mil.

“O Ministério Público reforça que a energia elétrica é serviço essencial e sua prestação deve ocorrer de forma contínua, adequada e segura, não sendo admissível que a população permaneça submetida a um cenário de instabilidade e abandono”, concluiu o promotor.

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