
Portaria do Ministério da Justiça publicada nesta segunda-feira (21) formaliza a saída do ex-deputado do quadro de escrivães da corporação. (Foto: Paola de Orte/Agência Brasil)
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) formalizou a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A portaria foi publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União e aponta abandono de cargo como motivo para a medida.
Segundo o documento, o ex-deputado cometeu infração disciplinar por permanecer ausente do serviço, sem justificativa, por mais de 30 dias consecutivos. A decisão ocorreu após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra ele.
Eduardo estava afastado das funções na Polícia Federal para exercer o mandato de deputado federal. Com a cassação do mandato, em 2025, ele deveria retornar às atividades na corporação, onde ocupava o cargo de escrivão no Rio de Janeiro.
A perda do mandato ocorreu após Eduardo se ausentar de sessões deliberativas da Câmara dos Deputados enquanto estava nos Estados Unidos. A quantidade de faltas ultrapassou o limite previsto para a perda do mandato parlamentar.
Com a cassação, o retorno à Polícia Federal seria necessário. No entanto, Eduardo permaneceu nos Estados Unidos e não reassumiu as funções no órgão, situação que resultou no processo disciplinar e, posteriormente, na demissão.
A portaria publicada pelo Ministério da Justiça encerra o vínculo do ex-parlamentar com a Polícia Federal.
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