
Candidata a deputada federal defende saúde mental, capacitação, uso de inteligência artificial e mudança no cálculo do custo-aluno para considerar a realidade amazônica. (Foto: Divulgação)
A candidata a deputada federal Therezinha Ruiz apresentou um programa voltado à valorização dos profissionais da Educação e defendeu mudanças nos critérios utilizados pelo Governo Federal para financiar o ensino no Amazonas. As propostas foram apresentadas durante encontro com professores, gestores e outros servidores do setor, em Manaus.
Segundo a organização, mais de 700 pessoas participaram do evento, realizado no Salão de Eventos do Comfort Hotel, no Distrito Industrial. O candidato ao Senado Wilson Lima também participou.
Therezinha concentrou a apresentação em cinco eixos: saúde mental, capacitação, captação de recursos, modernização e escuta dos servidores.
Entre as propostas estão acompanhamento psicológico e ações preventivas de saúde mental para profissionais da Educação, além de formação continuada para utilização de inteligência artificial, robótica, gamificação e cultura maker.
A candidata também propõe criar um Gabinete de Elaboração de Projetos para buscar recursos federais, modernizar os sistemas de gestão e utilizar inteligência artificial para reduzir procedimentos burocráticos.
Outro ponto é a criação de um fórum permanente de diálogo com os profissionais da rede de ensino.
Therezinha defendeu a implementação da Gratificação de Atividade Técnica Educacional (Grateduc) nos salários dos servidores administrativos, com possibilidade de incorporação na aposentadoria.
Também propôs aumentar os valores das funções gratificadas pagas aos gestores e estabelecer atualização automática e permanente da data-base dos profissionais da Educação.
Durante o encontro, a candidata associou as propostas à experiência acumulada em cargos na área educacional e no Legislativo.
Entre as iniciativas citadas por ela estão a estruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Secretaria Municipal de Educação (Semed), a adoção de carga dobrada para gestores e pedagogos, as cinco edições do Prêmio Professor e Gestor Inovador e a implantação do Núcleo de Atendimento aos Profissionais da Educação (Nape).
Therezinha também citou a criação do Complexo Municipal de Educação Especial André Vidal de Araújo.
Outra proposta apresentada é a universalização do ensino em tempo integral no Amazonas, abrangendo da creche ao ensino médio.
Therezinha argumenta que a ampliação da jornada escolar deve combinar ensino com alimentação, esporte, cultura e desenvolvimento emocional, além de permitir que pais e responsáveis, especialmente mulheres com filhos pequenos, tenham melhores condições para permanecer no mercado de trabalho.
A candidata também defende ampliar a presença de psicólogos, fonoaudiólogos e assistentes sociais nas escolas. A medida teria como objetivo oferecer atendimento especializado aos estudantes e reduzir demandas atualmente absorvidas pelos professores.
Therezinha defendeu ainda que as particularidades geográficas e logísticas do Amazonas sejam consideradas no cálculo dos recursos federais destinados à Educação.
A proposta é incorporar um “fator amazônico” ao custo-aluno, levando em conta as distâncias entre as comunidades, a dependência do transporte fluvial e os custos adicionais para deslocar estudantes, professores, merenda, equipamentos e outros insumos.
“Brasília precisa conhecer a realidade logística do Amazonas. O custo-aluno precisa ser revisto. Aqui, transportar um aluno, um professor, um equipamento ou uma merenda não custa o mesmo que em outras regiões do país. O fator amazônico precisa estar dentro da conta”, afirmou.
A candidata não detalhou, no material divulgado, qual mecanismo legislativo pretende utilizar para alterar o cálculo nem apresentou estimativa do impacto financeiro que a adoção desse fator produziria nos repasses federais para o Amazonas.
Veja mais notícias em Política