04/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Parintins ganha destaque na Bienal do Livro de São Paulo

Publicado em 04 de setembro, 2026

Parintins ganha destaque na Bienal do Livro de São Paulo

Quatro obras de professor da UEA e colaboradores abordam história, patrimônio, cultura e tradições do município (Foto: Divulgação)

Parintins estará representada na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026 com o lançamento de quatro obras que abordam história, patrimônio, cultura e tradições amazônicas. Os livros têm participação do professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Diego Omar e serão apresentados nesta sexta-feira (4), primeiro dia do evento, no Anhembi, na capital paulista.

Os lançamentos serão realizados pela Editora UEA no estande da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU). A Bienal segue até 13 de setembro e reúne autores, editoras, produtores culturais e leitores de várias regiões do país.

Entre as publicações está “Caprichoso: o livro dos rituais”, organizado por Diego Omar, Roberto Sena, Thayron Rangel e Geovane Bastos. A obra reúne registros e reflexões sobre os rituais do Boi-Bumbá Caprichoso e busca contribuir para a documentação e preservação da manifestação cultural.

Também será lançado “Colorindo Parintins: subsídios para Educação Patrimonial”, de Diego Omar, Eliseu Souza e Alcifran Martins.

Foto: Divulgação

Outra publicação é a história em quadrinhos “Viva Parintins: uma cidade, seus tempos e suas gentes”, de Diego Omar, Alcifran Martins, Joneuber Vasconcelos e Kedson Oliveira.

Foto: Divulgação

A quarta obra é “Breve História do Indigenismo Religioso no Brasil”, de Diego Omar, publicada em parceria com a editora Autografia.

Produção sobre Parintins

Para Diego Omar, levar as publicações à Bienal amplia a circulação do conhecimento produzido sobre o município e aproxima a pesquisa acadêmica da sociedade.

“Em especial, as obras que tratam mais diretamente de Parintins são fruto de um esforço coletivo, empreendido dentro e fora da universidade, para intensificar o diálogo com a sociedade sobre história local, patrimônio, preservação e salvaguarda”, afirmou.

O professor destaca que o interesse despertado por Parintins fora do Amazonas reforça a necessidade de fazer esse material circular nacionalmente, mas também de garantir que ele chegue às escolas do município.

“No país todo, a recepção é sempre ótima quando falamos de Parintins. Então é preciso fazer com que esses materiais circulem. Da mesma forma, é importante que eles cheguem às escolas, às mãos dos professores e dos estudantes locais”, disse.

Pesquisa e preservação

As publicações receberam fomentos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e de outros órgãos públicos e privados. Os trabalhos estão ligados a iniciativas do Centro de Documentação e Memória do Boi-Bumbá Caprichoso (Cedem Caprichoso) e do Laboratório de Estudos das Festas, Folclore e Tradições (Labfest-UEA).

Depois da Bienal de São Paulo, está prevista a realização de lançamentos em Manaus e Parintins.

A circulação das obras leva ao público de outras regiões pesquisas produzidas no Amazonas e, ao mesmo tempo, amplia o registro de aspectos da memória, do patrimônio e das manifestações culturais de Parintins.

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