
Quatro obras de professor da UEA e colaboradores abordam história, patrimônio, cultura e tradições do município (Foto: Divulgação)
Parintins estará representada na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026 com o lançamento de quatro obras que abordam história, patrimônio, cultura e tradições amazônicas. Os livros têm participação do professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Diego Omar e serão apresentados nesta sexta-feira (4), primeiro dia do evento, no Anhembi, na capital paulista.
Os lançamentos serão realizados pela Editora UEA no estande da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU). A Bienal segue até 13 de setembro e reúne autores, editoras, produtores culturais e leitores de várias regiões do país.
Entre as publicações está “Caprichoso: o livro dos rituais”, organizado por Diego Omar, Roberto Sena, Thayron Rangel e Geovane Bastos. A obra reúne registros e reflexões sobre os rituais do Boi-Bumbá Caprichoso e busca contribuir para a documentação e preservação da manifestação cultural.
Também será lançado “Colorindo Parintins: subsídios para Educação Patrimonial”, de Diego Omar, Eliseu Souza e Alcifran Martins.

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Outra publicação é a história em quadrinhos “Viva Parintins: uma cidade, seus tempos e suas gentes”, de Diego Omar, Alcifran Martins, Joneuber Vasconcelos e Kedson Oliveira.

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A quarta obra é “Breve História do Indigenismo Religioso no Brasil”, de Diego Omar, publicada em parceria com a editora Autografia.
Para Diego Omar, levar as publicações à Bienal amplia a circulação do conhecimento produzido sobre o município e aproxima a pesquisa acadêmica da sociedade.
“Em especial, as obras que tratam mais diretamente de Parintins são fruto de um esforço coletivo, empreendido dentro e fora da universidade, para intensificar o diálogo com a sociedade sobre história local, patrimônio, preservação e salvaguarda”, afirmou.
O professor destaca que o interesse despertado por Parintins fora do Amazonas reforça a necessidade de fazer esse material circular nacionalmente, mas também de garantir que ele chegue às escolas do município.
“No país todo, a recepção é sempre ótima quando falamos de Parintins. Então é preciso fazer com que esses materiais circulem. Da mesma forma, é importante que eles cheguem às escolas, às mãos dos professores e dos estudantes locais”, disse.
As publicações receberam fomentos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e de outros órgãos públicos e privados. Os trabalhos estão ligados a iniciativas do Centro de Documentação e Memória do Boi-Bumbá Caprichoso (Cedem Caprichoso) e do Laboratório de Estudos das Festas, Folclore e Tradições (Labfest-UEA).
Depois da Bienal de São Paulo, está prevista a realização de lançamentos em Manaus e Parintins.
A circulação das obras leva ao público de outras regiões pesquisas produzidas no Amazonas e, ao mesmo tempo, amplia o registro de aspectos da memória, do patrimônio e das manifestações culturais de Parintins.
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