
Espanha registra 2.149 mortes ligadas ao calor em agosto
O calor foi responsável por cerca de 2.150 mortes na Espanha em agosto, de acordo com dados oficiais divulgados nesta terça-feira (1º), num verão marcado por ondas de calor recordes em toda a Europa Ocidental.
Os números vêm do MoMo, sistema do Ministério da Saúde espanhol que monitora a mortalidade diariamente. Segundo o levantamento, agosto deste ano teve o segundo maior número de óbitos ligados ao calor desde que a série histórica começou, em 2015 — atrás apenas do recorde registrado em agosto do ano passado.
Somando todo o período de verão, de 15 de maio a 31 de agosto, o sistema estima mais de 5.200 mortes associadas às altas temperaturas — o maior total já registrado para a estação desde a criação do monitoramento, mesmo sem contabilizar ainda os dados de setembro.
Por região, a Catalunha concentrou a maior parte dos óbitos de agosto, seguida por Valência e Andaluzia. O perfil das vítimas segue o padrão já observado em outros levantamentos do tipo: a maioria são mulheres, e a grande maioria tem mais de 65 anos, com forte presença de pessoas acima dos 85.
Especialistas explicam que o calor extremo mata tanto de forma direta, por insolação, quanto indiretamente, ao agravar quadros cardiovasculares e respiratórios preexistentes — o que torna os idosos o grupo mais vulnerável.
A Aemet, agência meteorológica espanhola, já projeta uma nova onda de calor atípica para o início de setembro, com início na quinta-feira (3) e possível continuidade até o fim de semana. As máximas devem superar os 35°C em boa parte do interior do país, com noites tropicais e mínimas acima dos 20°C.
Agência Brasil
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