29/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ex-comandante da FAB contesta acusação de Flávio Bolsonaro durante sabatina

Publicado em 29 de agosto, 2026

Brigadeiro Baptista Junior afirmou que declaração do candidato do PL foi uma tentativa de desviar do debate sobre os atos de 2022. (Foto: Reprodução)

O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, reagiu neste sábado (29) à declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Durante sabatina na TV Globo, Flávio afirmou que o militar estaria fazendo campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Baptista Junior negou a acusação e classificou a declaração como leviana. Segundo ele, a afirmação teria sido usada para evitar uma resposta sobre os depoimentos de militares que participaram do governo Jair Bolsonaro e posteriormente prestaram informações no processo que resultou na condenação do ex-presidente.

O brigadeiro também afirmou que sua participação no processo não teve relação com interesses eleitorais e declarou que analisa tanto Bolsonaro quanto Lula de forma crítica, sem alinhamento político.

Baptista Junior é autor do livro Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista, que será lançado em setembro. Na obra, ele relata acontecimentos posteriores à derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022 e as discussões envolvendo os comandantes das Forças Armadas sobre possíveis medidas de exceção.

Durante o processo que tramitou no Supremo Tribunal Federal (STF), Baptista Junior e o então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, relataram pressões para que as Forças Armadas apoiassem uma ruptura institucional.

Segundo o ex-comandante da FAB, a tentativa não avançou porque não houve apoio unificado dos militares. Ele também relatou que Freire Gomes teria advertido Bolsonaro sobre a possibilidade de prisão caso uma medida de exceção fosse adotada.

Baptista Junior ainda mencionou o então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, que, segundo seu relato, teria colocado as tropas sob seu comando à disposição de Bolsonaro durante as discussões.

Na reação às declarações de Flávio, o brigadeiro também criticou a estratégia política adotada pelo candidato do PL e citou o coordenador-geral de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN).

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