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O vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, afirmou nesta quinta-feira (20/8) que acompanha a paralisação dos motoristas do transporte especial que atende empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). O movimento começou nas primeiras horas da manhã, após a categoria rejeitar proposta de reajuste salarial de 3%.
Em entrevista ao NC News, Serafim disse que o impasse envolve trabalhadores e empresas de fretamento e deve ser tratado como uma questão trabalhista.
“São dois sindicatos, um patronal e um dos trabalhadores, e é um assunto que deve ser resolvido a nível da Justiça do Trabalho, porque é um litígio trabalhista”, afirmou.
Segundo o vice-governador, o governo passou a acompanhar os reflexos da paralisação ainda durante a madrugada, diante do risco de tumultos nos pontos de concentração dos trabalhadores.
“5 horas da manhã o meu telefone já tocou. Nós estamos monitorando para evitar qualquer exagero, para evitar qualquer apedrejamento, qualquer tumulto”, disse.
Serafim informou que representantes dos dois lados estavam reunidos para discutir o impasse e defendeu uma solução negociada.
O vice-governador também procurou diferenciar a paralisação dos motoristas do transporte especial da situação do transporte coletivo urbano de Manaus.
Uma greve dos rodoviários do sistema convencional chegou a ser anunciada para esta quinta-feira, mas foi posteriormente descartada.
Durante a entrevista, Serafim contestou informações de que uma eventual paralisação dos ônibus urbanos estaria relacionada à falta de pagamento de recursos de responsabilidade do Governo do Amazonas. Ele apresentou um comprovante de transferência e afirmou que os repasses estaduais estão regularizados.
“Isso não é verdade, eu trouxe o comprovante para mostrar o fato. Está na tela, o Estado está rigorosamente em dia”, declarou.
Ex-prefeito de Manaus, Serafim afirmou que a operação do transporte coletivo da capital envolve dificuldades financeiras e administrativas e defendeu que o tema não seja transformado em disputa eleitoral.
“Eu já fui prefeito da cidade, e todos que foram prefeitos de Manaus sabem muito bem o quanto é difícil você gerenciar o transporte coletivo em uma cidade de mais de 2 milhões de habitantes”, afirmou.
Ao comentar os dois episódios, o vice-governador defendeu negociação entre as partes para reduzir os impactos sobre trabalhadores, empresas e passageiros.
“O diálogo é o melhor caminho para resolver os problemas. Agora, o diálogo sincero, honesto, com o jogo aberto, sem reservas mentais, as pessoas falando aquilo que realmente acontece”, disse.
A paralisação no Distrito Industrial afeta diretamente o transporte fretado utilizado por trabalhadores das fábricas do PIM. A negociação salarial ocorre entre as entidades representativas dos motoristas e das empresas responsáveis pelo serviço.
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