
Juíza de Tabatinga apontou riscos à segurança dos envolvidos e à imparcialidade dos jurados caso o julgamento permaneça no município. (Foto: Reprodução)
A juíza Cristina Lazzari Souza, da Vara Única da Subseção Judiciária de Tabatinga, manifestou-se favoravelmente à transferência para Manaus do julgamento de Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, acusado de envolvimento nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips.
A decisão foi assinada nesta terça-feira (18) e encaminhada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), responsável por analisar o pedido de desaforamento, procedimento que permite transferir o julgamento pelo Tribunal do Júri para outra comarca.
Após ser intimado, o Ministério Público Federal (MPF) defendeu que o julgamento seja realizado em Manaus. A defesa de Ruben Dario da Silva Villar se posicionou contra a mudança e pediu que o processo continue em Tabatinga.
Ao analisar o caso, a magistrada considerou que existem elementos que justificam a transferência do julgamento para a capital amazonense. Entre os fatores estão a necessidade de preservar a ordem pública, garantir a segurança dos envolvidos e assegurar a imparcialidade dos jurados.
Na decisão, a juíza destacou as características de Tabatinga, município localizado na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Também foram considerados os conflitos relacionados à pesca, à caça e à exploração ilegal de recursos naturais na Terra Indígena Vale do Javari, região onde Bruno Pereira atuava como indigenista.
Segundo a decisão, esse contexto pode representar um risco concreto à segurança das pessoas envolvidas no julgamento e comprometer a isenção dos jurados.
A magistrada também levou em consideração a grande repercussão dos assassinatos e os indícios, apontados no processo, de influência de “Colômbia” na região.
Agora, caberá ao TRF1 analisar o pedido e decidir se o julgamento será transferido de Tabatinga para Manaus.
Tags: Justiça Federal, Manaus, Tabatinga, Bruno Pereira, Dom Phillips, Colômbia, TRF1, Polícia
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