07/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Pesquisa aponta aumento da confiança no Brasil, mas maioria ainda duvida do hexa em 2026

Publicado em 11 de junho, 2026

Pesquisa aponta aumento da confiança no Brasil, mas maioria ainda duvida do hexa em 2026

A poucas horas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, uma pesquisa Quaest revela que o torcedor brasileiro segue dividido entre a esperança e a cautela. Embora a confiança no trabalho do técnico Carlo Ancelotti tenha crescido significativamente nos últimos meses, a maioria da população ainda não acredita que o Brasil conquistará o tão sonhado hexacampeonato.

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (11) mostra que 56% dos entrevistados afirmaram não acreditar na conquista do título mundial pela Seleção Brasileira. Já 35% disseram acreditar que o hexa virá nesta edição da Copa, enquanto 9% não souberam ou preferiram não responder.

Os números representam uma melhora significativa em relação ao levantamento realizado pela própria Quaest em abril. Na ocasião, apenas 25% acreditavam no hexa, enquanto 68% demonstravam descrença na conquista. O avanço de dez pontos percentuais sugere que os resultados recentes da Seleção e a proximidade do torneio contribuíram para aumentar a confiança dos torcedores.

Resultados

Apesar do predomínio do pessimismo, os resultados mostram que a confiança varia de acordo com a região do país. O Nordeste aparece como a região mais otimista, com 41% dos entrevistados acreditando no título brasileiro. Na sequência vêm as regiões Centro-Oeste e Norte, onde 40% apostam no hexa. Em ambos os casos, porém, o percentual dos que não acreditam na conquista ainda é maior, chegando a 49%.

No Sudeste, principal colégio eleitoral do país, apenas 32% acreditam que o Brasil será campeão, enquanto 60% descartam essa possibilidade. O Sul concentra o maior nível de descrença: apenas 26% apostam na conquista da Copa, contra 64% que não veem a Seleção levantando a taça.

A pesquisa também identificou uma relação entre renda e confiança na equipe nacional. Quanto maior a renda familiar, menor o otimismo em relação ao desempenho brasileiro. Entre os entrevistados com renda de até dois salários mínimos, 39% acreditam no título e 51% não acreditam. Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, a crença no hexa cai para 35%, enquanto a descrença sobe para 57%. Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, apenas 32% apostam na conquista, contra 60% que descartam essa possibilidade.

Seleção

Quando questionados sobre até onde a Seleção conseguirá avançar na competição, o resultado mais citado foi justamente o título mundial, mencionado por 35% dos entrevistados. Outros 23% acreditam que o Brasil será eliminado nas quartas de final, repetindo o desempenho da Copa do Catar, em 2022.

Além disso, 10% apostam em eliminação na primeira fase de mata-mata, 8% acreditam que a equipe chegará às semifinais, 3% projetam um vice-campeonato e 7% avaliam que a queda ocorrerá ainda na fase de grupos. Outros 14% não souberam responder.

Os jovens são os mais confiantes. Entre os entrevistados com idade entre 16 e 34 anos, 44% acreditam que a Seleção conquistará a Copa. O percentual cai para 31% entre pessoas de 35 a 59 anos e fica em 32% entre aqueles com 60 anos ou mais.

Confiança em Ancelotti cresce

Se a confiança no título ainda encontra resistência, a avaliação do técnico Carlo Ancelotti melhorou de forma expressiva. A aprovação ao treinador italiano saltou de 41% em abril para 58% em junho, um crescimento de 17 pontos percentuais. No mesmo período, a desaprovação caiu de 29% para 14%, enquanto 29% afirmaram não saber ou não responderam.

A aprovação é mais elevada nas regiões Centro-Oeste e Norte, onde chega a 64%. No Nordeste, o índice é de 59%; no Sudeste, de 57%; e no Sul, de 52%. A região Sul também concentra o maior percentual de entrevistados sem opinião formada sobre o trabalho do treinador, com 36%.

O avanço da popularidade de Ancelotti coincide com os primeiros resultados positivos da equipe sob seu comando. Entre as pesquisas de abril e junho, a Seleção disputou duas partidas e conquistou duas vitórias, reforçando a confiança de parte dos torcedores.

Neymar

Outro indicador que apresentou crescimento foi o apoio à convocação de Neymar. Atualmente, 53% dos brasileiros aprovam a presença do camisa 10 na Copa do Mundo, enquanto 38% desaprovam. Em outubro de 2023, quando a pergunta foi feita pela primeira vez, os índices eram de 48% e 39%, respectivamente.

Mesmo lesionado e em tratamento de uma contusão na panturrilha, Neymar segue sendo visto por boa parte da população como uma peça importante para a campanha brasileira no Mundial.

A pesquisa Quaest foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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