20/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

No Abril Azul, esporte se torna ferramenta de inclusão para jovens com TEA no Amazonas

Publicado em 02 de abril, 2026

No Abril Azul, esporte se torna ferramenta de inclusão para jovens com TEA no Amazonas

No mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Governo do Amazonas destaca o papel do esporte como ferramenta de inclusão e transformação social por meio do Programa Esporte e Lazer na Capital e Interior (Pelci), coordenado pela Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel).

A iniciativa atende atualmente 58 crianças e adolescentes com necessidades específicas, garantindo acesso a atividades esportivas com acompanhamento adequado.

Sedel

De acordo com o secretário de Estado de Desporto e Lazer (Sedel), Diego Américo, iniciativas como essa reforçam a promoção da igualdade de oportunidades. “O Pelci é uma política pública que promove inclusão, desenvolvimento e cidadania. No mês de conscientização sobre o autismo, reforçamos nosso compromisso para que todos tenham acesso ao esporte, respeitando suas individualidades e potencializando talentos”, afirmou.

Entre as modalidades ofertadas, o kart vem se consolidando como um espaço de expressão, disciplina e construção de sonhos para jovens com TEA. No núcleo, três alunos se destacam pelo envolvimento e evolução na prática: Mauro Furtado, Júlio César de Souza e Bruno Pinheiro.

É nesse ambiente que as histórias começam a ganhar forma. Para muitos jovens, o primeiro contato com o esporte também representa o início da construção de objetivos de vida, como destaca o aluno Mauro Furtado. “Sou apaixonado por velocidade desde pequeno, e é isso que mais me motiva aqui dentro do projeto. É o que eu mais gosto na modalidade e o que me faz querer evoluir cada vez mais”, afirmou.

A presença de jovens com TEA nas atividades do Pelci reforça o compromisso do programa com a inclusão, promovendo não apenas o acesso ao esporte, mas também ganhos significativos em aspectos como socialização, disciplina, concentração e autoestima.

Futuro

Com foco no futuro, Mauro também já projeta os próximos passos dentro do automobilismo. “Eu sei que chegar à Fórmula 1 é algo muito difícil, que exige não só talento, mas também oportunidades e estrutura. Por isso, penso em seguir no esporte e, no futuro, competir em categorias como o rally, que hoje vejo como um objetivo possível dentro da minha realidade”, completou.

Atualmente, o Pelci conta com 37 núcleos na capital e cinco polos no interior, reunindo cerca de 4.250 alunos matriculados. Desde sua criação, há quatro anos, o programa já alcançou mais de 15 mil crianças e adolescentes em todo o Amazonas, consolidando-se como uma das principais políticas públicas de inclusão social por meio do esporte.

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