
Foto: Arnoldo Santos/Fuham
Da Redação – A Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (Fuham) comemora, neste mês, quatro décadas do de atividades do Programa de Residência Médica em Dermatologia, uma trajetória que já formou 59 especialistas e contribuiu diretamente para a saúde da população do Amazonas. O programa foi implantado em 1986, resultado de uma parceria entre a Instituição e a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Amazonas (SBD/AM).
O programa de residência teve seu credenciamento renovado até o ano de 2031, junto à Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação. “Isso tem um significado enorme porque são tantos documentos, são tantas exigências que a gente fica preocupado em não preencher tantos requisitos. Mas, no final, e gente conseguiu e só temos a comemorar”, afirma o diretor-presidente da Fuham, Carlos Chirano.
Representante da SBD no Amazonas, a médica dermatologista Mônica Santos ressalta que a residência médica da Fuham é a mais antiga do Amazonas e que, apesar dos preceptores não terem remuneração, o retorno é compensador. “É um serviço de excelência, nacional e internacional, reconhecido por todos os pares. Por pacientes também. A residência médica não dá uma compensação financeira, a compensação vem de outros tipos de compensação como quando você vê um aluno se formar”, diz.
O programa é coordenado atualmente pela dermatologista Adriana Raposo, que enfatiza as dificuldades de uma residência médica. “São 60 horas semanais e 2.800 horas por ano obrigatórias. Uma carga horária muito pesada a cumprir, a maior parte de prática. Isso gera uma dose muito grande de dedicação. É toda hora alguém chamando o residente. São três anos na luta, mas quando a gente fecha os olhos, passa o tempo e é hora de fechar o ciclo e seguir”, explica.
Na terça-feira (10), a Fuham realizou a formatura de mais uma dermatologista. A médica, agora especialista em dermatologia Beatriz Cardoso, concluiu os três anos de residência. Ao contrário de turmas anteriores, este ano, apenas uma aluna concluiu o período, pois o outro médico inscrito pediu transferência para outra cidade
“Sou extremamente grata a essa instituição, por toda o conhecimento e preparação que me trouxe. Onde me ensinaram muito mais do que conhecimento técnico, mas que me mostraram uma dermatologia empática, ética, e se ao final desse ciclo eu me tornei uma boa profissional é porque tive exemplos maravilhosos”, afirmou Beatriz em seu discurso de formanda.
O ingresso ocorre através de concurso divulgado em edital pela Comissão Estadual de Residência Médica (Cermam). O concurso inicia com uma prova teórica (1ª fase), seguida da avaliação de currículo (2ª fase) e entrevista para os classificados na 1ª fase.
Anualmente são oferecidas três vagas para R1. Para concluir o programa é obrigatória a publicação de trabalho científico. Informações podem ser obtidas no site www.fuham.am.gov.br, na seção Ensino e Pesquisa.