21/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Advogado se retrata após confusão com policiais na Delegacia da Mulher em Manaus

Publicado em 01 de fevereiro, 2026

Advogado se retrata após confusão com policiais na Delegacia da Mulher em Manaus

Confronto terminou em luta corporal, versões divergentes da Polícia Civil e reação da OAB-AM. (Foto: Reprodução)

Uma confusão registrada na noite de sexta-feira (30), na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) Leste/Norte, em Manaus, resultou em luta corporal, conduções à delegacia e um pedido público de desculpas gravado em vídeo. O episódio envolveu o advogado criminalista Robert Lincoln da Costa Areias, seu filho e agentes da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).

Após o ocorrido, Robert Lincoln divulgou um vídeo no qual se retrata junto à delegada plantonista e aos investigadores da unidade. No pronunciamento, o advogado afirmou ter se exaltado durante idas à delegacia nos dias 29 e 30 de janeiro e reconheceu que sua conduta pode ter gerado constrangimento aos servidores. Ele destacou ainda seus 15 anos de atuação na advocacia e a ocupação de cargos na Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB/AM).

Segundo o advogado, sua presença na delegacia ocorreu sem intimação formal, com o objetivo de tentar resolver uma situação anterior, o que acabou evoluindo para o conflito. “Reconheço que me exaltei. Que esse vídeo sirva de retratação para a delegada e para os servidores que, de alguma forma, tenham se sentido agredidos”, declarou.

A Polícia Civil, por sua vez, apresentou uma versão diferente dos fatos. Em nota, a instituição informou que o advogado é investigado por descumprimento de medida protetiva em favor da ex-esposa. De acordo com a PC-AM, ele teria se exaltado após ter materiais considerados desproporcionais recusados nos autos do processo, além de ter perturbado o atendimento de outras vítimas que estavam na unidade.

Ainda conforme a polícia, mesmo acompanhado por representantes da OAB, o advogado gravou vídeos em tom elevado, desrespeitando a privacidade do ambiente. Durante a confusão, o filho de Robert Lincoln teria investido contra um agente, sendo autuado por lesão corporal e resistência.

A OAB Amazonas reagiu ao episódio com uma nota pública da Comissão de Prerrogativas, na qual repudiou a conduta dos policiais civis, classificando-a como violenta. A entidade negou que o advogado tenha sido preso em flagrante e informou que ele deixou a delegacia acompanhado pelo presidente da comissão.

A Ordem anunciou ainda que acionará o Ministério Público, por meio do PROCEAP, e a Corregedoria de Segurança Pública. Entre as medidas solicitadas estão o afastamento cautelar e a exoneração dos investigadores envolvidos, sob a alegação de abuso de autoridade e uso indevido de arma de fogo.

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