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O assassinato de uma mulher em uma área de mata dentro do campus da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus, levou ao acionamento de órgãos federais para apuração das condições de segurança e da ocupação irregular em território da instituição. O pedido foi encaminhado ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, com solicitação de providências urgentes diante da proximidade do retorno das aulas presenciais.
O crime ocorreu no último sábado, 3 de janeiro, quando Érica Lopes Xavier, de 39 anos, foi morta pelo companheiro, Jonathan dos Santos Bernardo, de 36 anos, em uma barraca instalada na mata do campus. De acordo com informações divulgadas pela polícia, o suspeito possuía histórico de agressões e ameaças. O caso evidenciou a fragilidade do controle territorial e da vigilância em uma das maiores universidades da região Norte.
No documento encaminhado aos órgãos de controle, é apontado que a existência de acampamentos improvisados, a circulação irrestrita de pessoas externas e a ausência de fiscalização permanente transformaram áreas da UFAM em ambientes vulneráveis. A avaliação é de que o feminicídio não deve ser tratado como um episódio isolado, mas como um alerta sobre riscos concretos à integridade física de estudantes, professores e servidores.
A preocupação com a segurança no campus universitário já havia sido relatada anteriormente por estudantes. Em agosto do ano passado, durante uma roda de conversa com universitários, foram registrados relatos de medo ao circular por determinadas áreas da universidade, especialmente em regiões de mata, com iluminação precária e ausência de vigilância.
No pedido formal, é solicitada a apuração de responsabilidades relacionadas à ocupação irregular da área, a verificação de eventuais crimes ambientais e patrimoniais, além da adoção de medidas emergenciais para garantir a segurança da comunidade acadêmica. O documento também cobra atuação integrada entre os órgãos federais e a administração da universidade para mapeamento de riscos, reforço da vigilância e retomada do controle territorial.
A avaliação apresentada é de que a retomada das atividades acadêmicas sem um plano de segurança estruturado pode expor milhares de estudantes a riscos desnecessários, reforçando a necessidade de respostas institucionais antes do reinício das aulas.
O caso ocorre em um contexto de crescimento dos índices de feminicídio no país e reacende o debate sobre prevenção à violência contra a mulher, fiscalização de medidas protetivas e responsabilização de agressores. O pedido protocolado agora aguarda análise dos órgãos acionados, que deverão avaliar a adoção de medidas investigativas e preventivas diante da gravidade do episódio e de seu impacto direto sobre a segurança no campus da UFAM.
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