
Os pedidos foram enviados à Corte e aguardam decisão do ministro Alexandre de Moraes. (Foto: Antonio Augusto/STF)
Às vésperas de ter sua prisão definitiva decretada, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber 16 visitas nos próximos dias. Os pedidos foram enviados à Corte e aguardam decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal que condenou Bolsonaro a 26 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado pelo envolvimento na trama golpista.
Entre os nomes listados pela defesa estão aliados próximos e figuras de destaque do PL, como o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e os deputados Delegado Caveira (PA), Giovani Cherini (RS), Bia Kicis (DF) e Julia Zanatta (SC). Também consta o senador Carlos Portinho (RJ). No campo político-religioso, o ex-presidente pede a visita do ex-candidato ao Planalto Padre Kelmon.
A defesa afirma que as visitas têm a finalidade de permitir “encontro pessoal específico” para diálogos diretos com Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar desde 4 de agosto. Em entrevista, Sóstenes disse que o objetivo, caso os encontros sejam autorizados, é demonstrar solidariedade ao ex-presidente.
O pedido também inclui lideranças regionais do PL, como o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o secretário do partido no Rio, Bruno Bonetti. O assessor Marcus Ipiapina é mencionado como “visita recorrente”, sem necessidade de autorização prévia do STF. A lista é finalizada pelos jornalistas Augusto Nunes e Tiago Pavinatto, além do ex-ministro Onyx Lorenzoni, do ex-secretário de Assuntos Estratégicos Flávio Augusto Viana e do desembargador aposentado Sebastião Coelho.
Bolsonaro já tinha visitas autorizadas até 11 de dezembro — entre elas, a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, marcada para o dia 10. No entanto, segundo apuração, há grande possibilidade de que o mandado de prisão definitiva seja expedido antes dessa data.
Nos bastidores do Supremo, a avaliação é de que a ordem deve ser emitida já na próxima semana, conforme os prazos processuais. A expectativa é que Moraes rejeite um novo recurso que a defesa tem até segunda-feira (24) para apresentar, considerado pelo ministro meramente protelatório.
Fontes do STF afirmam ainda que, caso chegue o momento de decretar o cumprimento da pena em regime fechado, a decisão não será adiada devido à existência de visitas previamente agendadas.
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