
Foto: Arquivo/Secom/SES-AM
O governador Wilson Lima propôs ao governo federal a criação de um novo modelo de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) que leve em conta o chamado “custo amazônico” — um fator que reconhece as dificuldades logísticas e geográficas do Amazonas. A proposta foi apresentada durante a visita de representantes do Ministério da Saúde (MS) e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) a Manaus, que conheceram iniciativas pioneiras do estado, como o Barco Hospital São João XXIII, o Saúde AM Digital (Telessaúde) e o serviço de UTI Aérea.
O governador destacou que esses programas, reconhecidos nacionalmente, ainda não recebem financiamento federal específico, apesar de serem essenciais para garantir atendimento nas comunidades mais isoladas. “Tenho defendido pessoalmente o avanço dessas políticas, mantendo diálogo constante com Brasília. Nosso objetivo é construir um novo pacto federativo que fortaleça os estados da Amazônia e garanta a continuidade das ações que já estão transformando o atendimento à população”, afirmou Wilson Lima.
A secretária de Estado da Saúde, Nayara Maksoud, reforçou que não se trata de um pedido de privilégio, mas de adequação à realidade regional. Segundo ela, o custo médio das ações básicas de saúde no Amazonas é até três vezes superior ao dos estados do Sudeste, devido à necessidade de transporte aéreo e fluvial e à complexidade logística. “Enquanto em outros estados um hospital regional é abastecido por caminhões, aqui dependemos de balsas e aviões. A conta é diferente, e o financiamento precisa refletir essa realidade”, destacou.
O Barco Hospital São João XXIII, inaugurado em 2024, leva atendimento médico, odontológico e cirúrgico às comunidades ribeirinhas. Mantido em parceria com o Judiciário e a Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, o projeto simboliza a capacidade do estado de inovar mesmo em condições adversas.

Foto: Evandro Seixas/SES-AM
O Saúde AM Digital, programa de Telessaúde, já funciona em 36 municípios, com 92 telessalas ativas, oferecendo atendimento em 17 especialidades médicas por videoconferência. A iniciativa permite diagnósticos e acompanhamentos em localidades antes inacessíveis, reduzindo deslocamentos e ampliando o acesso à saúde.
Além disso, o Amazonas mantém uma das maiores estruturas de transporte aeromédico do mundo, com oito aeronaves e uma central médica reguladora 24 horas. O serviço de UTI Aérea, o segundo maior do planeta — atrás apenas do Alasca —, tem sido decisivo para reduzir a mortalidade em áreas sem acesso terrestre.

Foto: Arquivo/Secom/SES-AM
O vice-presidente estadual do União Brasil, Marcellus Campêlo, destacou que o Amazonas é exemplo de inovação em saúde pública. “O governador Wilson Lima tem mostrado que é possível inovar e entregar resultados concretos, mesmo em condições adversas. Agora, nosso desafio é garantir que o país reconheça esse esforço e invista de forma proporcional à complexidade da nossa região”, afirmou.
Com mais de 1,5 milhão de quilômetros quadrados, 62 municípios e milhares de comunidades acessíveis apenas por via fluvial, o Amazonas demonstra que é possível fazer saúde no coração da floresta — mas reforça a necessidade de investimentos compatíveis com os desafios locais.
“O Governo do Amazonas reafirma seu compromisso de garantir acesso à saúde nas regiões mais distantes, consolidando-se como referência nacional em inovação e gestão pública”, completou o 3º vice-presidente estadual do partido, Sérgio Litaiff.
Assuntos relacionados:
#WilsonLima, #SaudeAmazonas, #SUS, #MinisterioDaSaude, #BarcoHospital, #Telessaude, #UTIAerea, #Amazonas, #SaudePublica, #CustoAmazonico
Veja mais notícias em Política