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O coreógrafo amazonense Wilson Júnior, fundador da companhia de dança Arte Sem Fronteiras e integrante da equipe artística do Boi-Bumbá Caprichoso, está ministrando oficinas de boi-bumbá na Escola de Dança de São Paulo, localizada no Complexo Cultural Júlio Prestes. A instituição, fundada em 2022, oferece cursos gratuitos e ações inclusivas voltadas a pessoas de baixa renda.
As oficinas seguem até o final de outubro e buscam levar a expressividade da dança do boi-bumbá de Parintins para o trabalho artístico da Escola. O processo envolve adolescentes e adultos em uma formação que alia pesquisa, experimentação e a potência simbólica da cultura amazônica.
Segundo Wilson, o objetivo é ampliar o diálogo entre linguagens e contextos. “Trazer o boi-bumbá para dentro da Escola é abrir caminhos de diálogo entre a Amazônia e a metrópole, entre o popular e o acadêmico. É uma oportunidade de mostrar a força dessa tradição a novos corpos e contextos, mantendo viva a essência e ao mesmo tempo criando possibilidades para a dança”, afirmou.
O resultado das oficinas será apresentado em um grande espetáculo no dia 1º de novembro. Outras apresentações estão previstas para dezembro em diferentes regiões de São Paulo, em espaços abertos, aproximando a dança de novos públicos e fortalecendo a conexão entre tradição e contemporaneidade.
Formado em Dança pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Wilson Júnior construiu sua carreira conectando ancestralidade, identidade cultural e inovação cênica. É diretor e coreógrafo da instituição cultural Arte Sem Fronteiras, membro do CIOFF (Conselho Internacional de Organizações de Festivais de Folclore e Artes Tradicionais) e já levou sua pesquisa sobre o boi de quilombo para países como Argentina, Venezuela, Panamá e Paraguai.
Atualmente, atua como coreógrafo do Boi-Bumbá Caprichoso, responsável por criações apresentadas no Festival de Parintins, reafirmando sua posição como um dos nomes de destaque na dança amazônica contemporânea.
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