
Vice-presidente pede aprovação urgente de medidas que liberam crédito e ampliam gasto público para socorrer setores exportadores. (Foto: Cadu Gomes/VPR)
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, fez um apelo ao Congresso Nacional para acelerar a tramitação do pacote de medidas de socorro às empresas afetadas pelo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.
O governo editou uma medida provisória que abre uma linha de crédito de R$ 30 bilhões e encaminhou ao Legislativo um projeto de lei complementar para autorizar R$ 9,5 bilhões em despesas fora da meta fiscal. Segundo Alckmin, a agilidade é fundamental:
“Nosso tempo é o tempo da mudança e da velocidade da mudança. Você precisa agir rápido. Por isso, nós, na Constituinte, estabelecemos o princípio da medida provisória”, afirmou, durante visita a uma concessionária de automóveis em Brasília.
O tarifaço, em vigor desde 6 de agosto, foi decretado pelo presidente Donald Trump e acrescenta uma taxa extra de 40% sobre produtos brasileiros, elevando a tarifa total para 50%. Entre os itens sobretaxados estão carne, café, frutas, pescados, calçados e têxteis. Setores como aviação, suco de laranja, petróleo e energia ficaram de fora.
Alckmin disse estar confiante na rápida análise do Congresso e reforçou que o Brasil seguirá tentando o diálogo com Washington. Questionado sobre uma reunião do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, o vice-presidente criticou a postura:
“Lamento que maus brasileiros trabalhem contra o interesse do país, de maneira injusta. Em relação à tarifa, 74% dos produtos vendidos pelos Estados Unidos ao Brasil não têm imposto, é zero, e a média tarifária sobre produtos americanos é de 2,7%. Não tem parceiro melhor”, declarou.