15/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Noções de Educação Financeira

Publicado em 02 de julho, 2025

O indicie é insatisfatório na opinião de economistas

Foto: Reprodução

Por Augusto Bernardo Cecílio

A economia do dia-a-dia faz a diferença no final do mês. O consumidor deve se mostrar inteligente não somente na hora de comprar produtos de valores elevados, como bens duráveis ou automóveis, mas também nos gastos rotineiros e aparentemente sem importância.

As estatísticas indicam que cerca de 70% da renda familiar do brasileiro é direcionada a despesas de alimentação, transporte e habitação. Saber comprar e economizar é algo que você deve fazer todos os dias, além de pagar suas contas em dia para evitar despesas desnecessárias com multas e juros.

Pague todas as dívidas antes de entrar em novas, considerando sempre a possibilidade de economizar algum dinheiro. Lembre-se de que as emergências não mandam aviso, e sempre que possível, opte pelo pagamento à vista, negociando descontos.

Outra questão: querer nem sempre é poder. Muitas vezes aquilo que desejamos passa a ser uma necessidade, algo com o qual não podemos viver sem. Um carro novo chega acompanhado de prestações, IPVA, seguro, abastecimentos e manutenções.

As despesas diárias apresentam muitas armadinhas. Antes de ir às compras é importante preparar uma lista para evitar gastos desnecessários. Ir ao supermercado, feira ou açougue não é diversão.

No quesito moradia, tente não comprometer mais do que 1/3 do seu orçamento com aluguel e condomínio, não se esquecendo de incluir os gastos com IPTU na sua planilha.

Nos gastos domésticos, economize água e energia. Ao usar o telefone, ligações demoradas e os interurbanos devem ser feitas em horários especiais, e os celulares somente quando necessário.

É importante que tanto o casal quanto os filhos participem no estabelecimento de metas e objetivos de poupança e investimento.

Preocupante é a facilidade que as pessoas têm em se endividar. O que elas esqueceram é que ao deixarem de poupar e comprometerem boa parte do orçamento, não se prepararam para uma eventualidade, como desemprego, doença e reformas.

A forma mais simples de evitar o endividamento é efetivamente poupar e obter uma reserva para situações de emergência. Diante da maior facilidade de acesso ao crédito – uso de cartão de credito, limite do cheque especial, antecipação de restituição de imposto de renda e décimo terceiro salário – muitos consumidores não resistem e acabam optando pelo financiamento de suas compras.

Curiosamente, quando o poder aquisitivo das pessoas aumenta, aumentam os gastos. E o inverso não acontece. Acreditando que a situação seja temporária, muitas pessoas optam por equilibrar o orçamento através da contratação de empréstimos, que de temporários passam a ser permanentes.

Um erro frequente é incluir o limite do cartão e crédito e/ou cheque especial como parte integrante da renda, o que implica em juros altos.

Não é preciso muito para começar: sempre é possível separar 5% do que você ganha para poupar, basta adiar por algum tempo outro gasto menos importante.

 

*Auditor fiscal e professor.

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Autor
Felix Valois

* Félix Valois é advogado, professor universitário e integrou a comissão de juristas instituída p...

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