11/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Exposição em Parintins debate urbanização na Amazônia por meio da arte e da ciência

Publicado em 14 de março, 2025

Exposição em Parintins debate urbanização na Amazônia por meio da arte e da ciência

A exposição estará aberta ao público de 14 de março a 20 de maio de 2025, no Centro Cultural e Memória de Parintins (Foto: Pedro Coelho – SECOM)

A Amazônia está em constante transformação e sua urbanização acelerada tem gerado impactos diversos. Para provocar reflexões sobre essa nova realidade, o docente de Geografia e artista visual, Estevan Bartoli, apresenta a exposição “Urbano – Ribeirinhos: Hibridismos Amazônicos”, que estará aberta ao público de 14 de março a 20 de maio de 2025, no Centro Cultural e Memória de Parintins. A entrada é gratuita.

Com influências da arte de rua, HQs e cartoons, Bartoli une ciência e arte para retratar as vivências das populações urbanas e urbano-ribeirinhas da região. Suas obras oferecem um olhar provocativo sobre as mudanças no território amazônico, estimulando o público a refletir sobre identidade, espaço e pertencimento.

Para a etno-historiadora e coordenadora de cultura do Centro Cultural e Memória de Parintins, Larice Butel, a exposição traz um olhar diferenciado sobre a urbanização na Amazônia. “Essa é a terceira exposição que o Centro Cultural e Memória de Parintins apresenta desde a sua inauguração, mas a primeira com a temática “Urbano Ribeirinho”, de autoria do professor doutor Estevan Bartoli. É muito interessante, porque ela se diferencia das mostras anteriores, que destacavam artistas locais, trazendo um olhar acadêmico, mas também das vivências da região. A perspectiva dele sobre as fronteiras, os problemas enfrentados pelas pessoas e a própria identidade amazônica é fascinante tanto do ponto de vista artístico quanto crítico-social. Além disso, a linguagem visual da exposição foge do que estamos acostumados, tornando-se ainda mais instigante”, afirmou.

Para Bartoli, a arte é uma ferramenta essencial na representação da realidade amazônica. “Tenho feito uma arte que tenta sair um pouco do eixo dominante aqui em Parintins, pois são telas muito críticas com representações que trazem reflexões sobre a realidade da Amazônia. Nesse sentido, a arte se torna muito importante para representar a realidade quando nos faltam palavras, textos, gráficos ou pesquisas”, destacou o professor.

O Centro Cultural e Memória de Parintins será o palco dessa imersão artística, que dialoga com os desafios e transformações do cotidiano amazônico. A visitação é gratuita, e a mostra é uma oportunidade imperdível para quem deseja conhecer mais sobre as dinâmicas urbanas da Amazônia sob a ótica da arte e da ciência.

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