
Paulo Gonet, procurador-geral da República (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
A Procuradoria-Geral da República (PGR) iniciará na próxima segunda-feira (28) a análise do relatório final da Polícia Federal (PF) sobre a tentativa de golpe envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. O documento, com 884 páginas, foi enviado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (26), mas ainda não chegou formalmente ao gabinete do procurador-geral, Paulo Gonet.
A análise será conduzida por uma força-tarefa composta por nove procuradores especializados do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, que já apresentou denúncias contra participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro.
Segundo fontes próximas a Gonet, uma eventual denúncia contra Bolsonaro e outros envolvidos poderá ser apresentada no próximo ano. Há, inclusive, a possibilidade de unificar o caso da tentativa de golpe com outras investigações que envolvem o ex-presidente, como as relacionadas às joias sauditas e à suposta fraude em cartões de vacina.
Caso a denúncia seja oferecida, ela será encaminhada ao STF, podendo ser analisada pela Primeira Turma, responsável por decidir se Bolsonaro e outros acusados, incluindo militares, se tornarão réus no processo.
O relatório da PF aponta Bolsonaro como líder do grupo investigado e detalha o planejamento de atos golpistas, incluindo possíveis assassinatos de autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
A análise do documento pela PGR é uma etapa crucial para determinar os desdobramentos legais do caso, que tem repercussões políticas e jurídicas de grande impacto para o país.
Com a força-tarefa atuando, a expectativa é de que o processo avance de forma criteriosa e com foco na responsabilização dos envolvidos.