06/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

PF conclui que Bolsonaro tinha “pleno conhecimento” de plano golpista para assassinar Lula, Alckmin e Moraes

Publicado em 21 de novembro, 2024

TSE vai julgar nova ação de inelegibilidade contra Bolsonaro

(Foto: Carolina Antunes/PR)

A Polícia Federal (PF) finalizou um relatório em que conclui que o ex-presidente Jair Bolsonaro tinha “pleno conhecimento” de um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento deve ser entregue ao STF ainda nesta quinta-feira (21).

A investigação faz parte do inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado no Brasil, planejada após o resultado das eleições presidenciais de 2022, que reconduziram Lula ao Palácio do Planalto. A apuração aponta que o objetivo do grupo era assassinar os líderes e manter Bolsonaro no poder.

Indiciamento de Bolsonaro

Fontes próximas ao caso indicam que o relatório deve incluir o indiciamento de Bolsonaro e de aliados próximos, como os ex-ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Braga Netto (Defesa), além de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

À imprensa, o general Augusto Heleno informou que não irá se manifestar, enquanto a defesa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, afirmou que aguardará a confirmação do indiciamento. Os demais mencionados ainda não se pronunciaram.

Plano golpista e prisões

A PF revelou que o plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes começou a ser investigado após relatos de que uma organização estaria articulando o golpe. Na última terça-feira (19), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, prestou depoimento considerado crucial para a conclusão do inquérito. No mesmo dia, os envolvidos na elaboração do plano golpista foram presos.

O caso representa um dos maiores desafios à estabilidade democrática no Brasil desde a redemocratização. A confirmação do indiciamento de Bolsonaro e de outros aliados políticos pode gerar repercussões significativas tanto no meio jurídico quanto no cenário político nacional.

A entrega oficial do relatório ao STF é aguardada com expectativa e pode marcar um ponto de inflexão na investigação sobre os atos antidemocrático que abalaram o país.

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