12/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Aula presencial do curso ‘Bases para uma educação antirracista” debate educação escolar indígena

Publicado em 19 de novembro, 2024

Aula presencial do curso ‘Bases para uma educação antirracista” debate educação escolar indígena

A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, por meio do Centro de Formação Profissional Padre José de Anchieta (Cepan), realizou, nesta terça-feira (19/11), a primeira aula presencial do curso “Bases para uma educação antirracista”, que tem como objetivo contribuir com a equidade educacional nas escolas da rede estadual de ensino.

O curso tem carga horária de 40 horas, distribuídas entre encontros síncronos, assíncronos e aplicação prática nas escolas. As aulas presenciais do curso também são transmitidas pelo Centro de Mídias de Educação do Amazonas (Cemeam) para professores do interior do estado, buscando assim potencializar o desenvolvimento e fortalecimento de práticas pedagógicas voltadas para a educação antirracista em todo o Amazonas.

Encontro

O primeiro encontro presencial aconteceu no auditório do Cepan, localizado no bairro Japiim 2, zona sul de Manaus, e apresentou propostas de práticas pedagógicas voltadas para a Educação das relações étnico-raciais no contexto da educação escolar indígena.

“Aqui nós vamos estimular os professores da rede a desenvolverem práticas que estimulem as potencialidades e identidades dos estudantes indígenas das Escolas Estaduais do Amazonas”, ressaltou a idealizadora do curso e coordenadora do Cepan Digital, Silvana Barreto.

O evento contou com vários momentos de reflexão acerca da influência da cultura indígena no estado e no Brasil, com exibição de vídeos com conteúdos relacionados ao tema e apresentação do “Ritual da Tucandeira” por indígenas do povo Sateré-Mawé. Sendo o Amazonas o estado com maior número de indígenas do país, a contextualização serviu para mostrar a importância e a atualidade da discussão sobre o tema.

A aula contou com a presença de dois palestrantes: o professor Lenilson Melo, autor de livros que retratam a história da Amazônia, que fez uma exposição histórica da luta indígena no Amazonas; e a professora indígena Marcivana Rodrigues, coordenadora da Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entornos (Copime), que falou sobre práticas antirracistas.

Crianças

“A gente precisa falar sobre essas questões, falar sobre como essas crianças são atingidas pelo racismo, que muitas vezes é um racismo que faz adormecer sua identidade, sua raiz indígena”, ressaltou a professora Marcivana.

Para a professora Thaline Fontes, que leciona a disciplina de Geografia na Escola Estadual (EE) Professor Júlio César de Moraes Passos, localizada no bairro Mundo Novo, zona norte de Manaus, o curso alinha a teoria e a prática para que o trabalho com os estudantes em sala de aula seja proveitoso.

“Nesse contexto a gente aprende a importância da identidade, da cultura dos povos indígenas, para que os nossos estudantes possam entender que tudo o que nós temos de identidade, e quem nós somos, vem desses povos”, comentou a professora.

Nos dias 21 de novembro, das 9h às 10h30, e no dia 3 de dezembro, das 15h às 16h30, outras aulas presenciais serão ministradas no auditório do Cepan, onde os cursistas poderão discutir práticas antirracistas para a educação quilombola e compartilhar as práticas pedagógicas aprendidas.

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