13/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Compra de votos é a ocorrência mais comum no segundo turno de Manaus; procurador lembra que ‘vender voto’ também é crime

Publicado em 27 de outubro, 2024

Compra de votos é a ocorrência mais comum no segundo turno de Manaus; procurador lembra que ‘vender voto’ também é crime

Mais duas ocorrências de compra de votos foram alvo de operações policiais militares e federais no segundo turno das Eleições 2024, em Manaus, até às 12h deste domingo (27/10), conforme informações repassadas durante coletiva no Centro de Divulgação das Eleições (CDE) montado no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

As duas situações foram atendidas inicialmente pela Polícia Militar (PM) e encaminhadas à Polícia Federal (PF). “Houve uma situação na Compensa, onde três pessoas, com ligação a algum vereador da capital, foram encaminhadas à Superintendência da PF, com a análise dos fatos. Não foi ratificada a voz de prisão pelo delegado após a entrevista e aos elementos apresentados”, explicou o delegado da Federal e coordenador no âmbito do comando Operação Eleições 2024, Fábio Pessoa.

Ocorrência

A segunda ocorrência foi um flagrante no Novo Aleixo, envolvendo seis pessoas, com voz de prisão a um cidadão, que estava com R$ 569, valor que estaria sendo usado na compra de votos. Os casos estão sendo atendidos pela PF. “Se o cidadão tiver alguma denúncia pedimos que acessem nossos canais, façam fotos, ou vídeos, mandem o localizador, que nossas equipes seguem nas ruas. O efetivo da PF está todo de prontidão para atender as ocorrências que chegarem”, comentou o delegado.

“Pode fazer denúncia no telefone geral, no 3655.1515, mas se você tem um vídeo, uma fotografia, um localizador, se está verificando uma casa ou local onde pode ter compra de voto, ou um veículo parado, estacionado na rua, que possa estar acontecendo uma possível compra de voto ali, distribuindo algum benefício para algum leitor, pode mandar o vídeo, o localizador, a fotografia dessa ocorrência no 3655.1541, 3655.1552 ou 3655.1626. Todos esses números são WhatsApp”, disse Pessoa.

Democracia

O delegado frisou a importância do exercício livre da democracia: “Estamos prontos para coibir a prática de crimes eleitorais. É preciso que o eleitor possa votar de maneira consciente e livre, e não ser induzido a votar em A ou B por conta de algum benefício”, finalizou.

Quem também chamou atenção, mas para o eleitor, foi o procurador eleitoral do Ministério Público do Amazonas (MPAM), Rafael Rocha. Ele fez um apelo para o eleitor e cidadão para seguir fazendo denúncias diante de irregularidades no pleito, como distribuição de santinhos, boca de urna e compra de votos. “Não aceite dinheiro, brinde ou qualquer benefício. Se fala muito em compra de voto, mas vender voto é crime também. Exerça seu direito de voto pacificamente e dentro da lei”, afirmou.

Ainda teve uma situação de flagrante por conta de uso de celular na hora do voto, fazendo filmagem na seção no Dom Pedro, o que é proibido por lei.

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