22/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Toada Malúù Dúdú exalta ancestralidade do negro e se consagra como sucesso absoluto do boi Caprichoso

Publicado em 12 de junho, 2024

Toada Malúù Dúdú exalta ancestralidade do negro e se consagra como sucesso absoluto do boi Caprichoso

O Álbum completo soma mais de dois milhões de visualizações (Foto: Divulgação)

A Toada de evolução “Malúù Dúdú, Boi Preto em Yorubá, do compositor Adriano Aguiar chega a 363 mil reproduções ou players, um sucesso absoluto do Álbum 2024 do Boi Caprichoso, que se reafirma como arauto da cultura, mas também símbolo da ancestralidade e representatividade do povo negro. O Álbum completo soma mais de dois milhões de visualizações.

Adriano Aguiar que compõe toadas há 17 anos, com mais de 80 composições gravadas, conta que a inspiração veio do próprio Boi Caprichoso que desde 2018, em uma das noites de disputa, ressalta pintura, os grafismos e o simbolismo afro, evoluindo em composições como Boi de Negro.

O compositor lapidou a ideia da nova toada durante uma viagem do Caprichoso a Salvador, BA, observando encontro de culturas, a imagem do boi no Pelourinho, as batidas percussivas da música afro, do Ilê Aiyê e Olodum e dos representantes como Carlinhos Brown.

“Eu pensei em fazer uma toada de evolução exaltando não só a brincadeira do boi de terreiro, mas também o batuque, instrumentos como o tambor que é universal, destacando características do gingado, o balanço do atabaque e agogô. Foi aí que misturei os instrumentos de raízes africanas, do samba e do boi-bumbá, da variedade de ritmos pelo Brasil. Misturei tudo isso numa paleta de cores e poesias e o resultado foi Malùú Dúdú”, detalha.

Adriano também destaca a mensagem que a toada traz contra o racismo e a intolerância, colocando o Boi Caprichoso como Agbara, que em Yorubá significa força, que enfrenta as opressões.

Desde os anos 80, o Boi Caprichoso faz homenagens ao povo negro, como as toadas de 1986 “Axé de Nós -Tributo a Liberdade” de Neto Carlos Paulain, “Rei Negro” dos compositores Loy e Beto, “À Raça Negra” de 1987 de Geraldo Brasil,
Raios da Liberdade de Neto e Carlos Paulain e muitas outras.

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