
Atualmente, a Oi está em seu segundo processo de proteção contra credores. (Foto: Reprodução)
A Oi divulgou nesta terça-feira (6) que o seu conselho de administração aprovou um novo plano de recuperação judicial, com previsão da obtenção de um empréstimo “superprioritário” em reais no valor de US$ 650 milhões (R$ 3,234 bilhões) e venda de participações em empresas incluindo a firma de fibra óptica V.tal.
“A companhia continua em intensas negociações, com os credores financeiros e outros credores quirografários, em relação aos termos e condições específicas de um potencial acordo vinculante de suporte à nova versão do plano de recuperação judicial”, disse a Oi em fato relevante.
“Portanto, a nova versão do plano de recuperação judicial está ainda sujeita às negociações com credores, em caso de atingimento das condições para um acordo de suporte ao plano”, afirmou a empresa.
A proposta aprovada pelo conselho inclui descontos de até 45% na dívida detida pelos credores proprietários de torres de telefonia usadas pela empresa, 60% na detida por operadores de satélite e um leilão reverso prevendo um desconto mínimo de 90%.
Conforme a proposta, ao término do processo, os acionistas atuais da Oi possuirão 20% do capital da empresa.
A empresa já foi considerada uma “campeã nacional” durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas enfrentou uma primeira recuperação judicial em 2016, quando foi compelida a vender ativos que incluíam sua rede de telefonia móvel para as concorrentes Telefônica Brasil, TIM e Claro.
Atualmente, a Oi está em seu segundo processo de proteção contra credores.
A Oi divulgou no documento uma estimativa de que sua operação de fibra óptica, seu principal negócio atualmente, encerrou 2023 com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) negativo em cerca de R$ 1,3 bilhão, o que deverá transformar-se, segundo a empresa, em um resultado positivo de R$ 125 milhões em 2028.
A empresa planeja expandir sua base de 4 milhões de residências conectadas com fibra óptica em 2023 para 5,6 milhões em 2028, com a receita proveniente da fibra crescendo de R$ 4,42 bilhões para R$ 6,4 bilhões no mesmo período.
Em termos consolidados, a empresa previu que a “Nova Oi” passará de uma receita líquida de R$ 9,6 bilhões em 2023 para um faturamento de R$ 9,3 bilhões em 2028, com o Ebitda “reportado” saindo de negativos R$ 409 milhões para R$ 1,4 bilhão positivo no mesmo intervalo.
Segundo a Oi, a melhoria do Ebitda será alcançada “através de maior escala do negócio de fibra, eliminação gradual do legado e iniciativas de eficiência, além do impacto de iniciativas de redução de custos em todas as unidades de negócios”.
Os números, porém, afirmou a empresa, não consideram a venda de ativos estratégicos como a ClientCo (Oi Fibra) e a V.tal.