
Ronaldo Tabosa foi preso na manhã desta quarta-feira (4). Foto: Divulgação
O ex-vereador Ronaldo Tabosa foi preso na manhã desta quarta-feira (4), durante a Operação Tesouro Oculto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF).
A operação tem o objetivo de combater os crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, organização criminosa, fraude à execução, uso de documento falso e detectar patrimônio oculto utilizado nesses delitos.
Foram 21 mandados de busca e apreensão e sete de prisão preventiva cumpridos em Manaus e Borba.
De acordo com o delegado Pablo Michel, chefe da Delegacia de Polícia Fazendária, a organização atua há décadas no Estado e possui um modus operandi complexo onde várias pessoas jurídicas são constituídas sucessivamente de forma reiterada, dificultando as investigações.
As empreses eram criadas de fato, com CNPJ constituído, com o intuito de darem continuidade a atividade ilegal de venda de planos de saúde sem registro na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), além de sonegar créditos fiscais, frustrar direitos trabalhistas, fraudar credores e lavar os ativos ilícitos obtidos.
O ex-vereador Ronaldo Tabosa é apontado como líder dessa organização e toda sua família é suspeita de envolvimento nos crimes.
Cerca de 35 empresas, que pertencem a Tabosa, foram sucessivamente constituídas.
As investigações começaram em 2019, quando a Receita Federal percebeu que essas empresas obtinham lucros, mas não pagavam os impostos devidamente.
A estimativa é que a dívida perante a Fazenda Nacional ultrapasse os R$ 87 milhões. Foi concedido judicialmente o sequestro de bens móveis e imóveis para a quitação do valor e possíveis multas.
Sobre a participação dos “laranjas”, até onde já foi apurado pela PF, todos tinham conhecimento do esquema criminoso.
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