
Após internação por diverticulite, Carla Zambelli recebe alta
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) recebeu alta hospitalar neste sábado (20/8), após internação por conta do diagnóstico de diverticulite, de acordo com informações fornecidas pela equipe da parlamentar.
Zambelli estava internada desde a última terça-feira (15/8) no hospital DF Star, na Asa Sul. Ela fez o tratamento clínico e antibioticoterapia endovenosa e, segundo o próprio hospital, seguia sem previsão de alta.
A diverticulite, doença que afetou a parlamentar, é uma inflamação ou infecção nas bolsas do trato digestivo, e comum em pessoas acima dos 40 anos. Entre seus sintomas, estão a dor abdominal, febre, e náuseas. A condição pode ser desencadeada por fatores genéticos, má alimentação e estresse.
O comunicado sobre o estado de saúde de Zambelli foi disparado após um dia permeado pela repercussão do depoimento do hacker Walter Delgatti Neto à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8/1. O hacker apontou que a deputada teria atuado no plano para tentar invadir as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições de 2022. Por outro lado, os bolsonaristas divergem do hacker: dizem que foi ele quem procurou a deputada e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
Na quinta-feira (18/8), Zambelli havia afirmado que terá a “inocência provada” e chamou Delgatti e “mentiroso contumaz”. Ainda no mesmo dia, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para tornar Zambelli ré por perseguição armada, na véspera das eleições de 2022.
A deputada havia sido denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo, em fevereiro deste ano.
A denúncia ainda pede que ela seja condenada por danos morais coletivos, no valor de R$ 100 mil, assim como a decretação da pena de perdimento e do cancelamento definitivo do porte de arma de fogo da bolsonarista.
No extrato de pagamento entregue por Delgatti aos investigadores, há uma lista de quatro transações, via Pix, de pessoas próximas à deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), apontada como intermediadora do plano, que incluía uma invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).