20/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Caso Débora: suspeito teria pago R$ 500 para que a jovem sofresse um ‘corretivo’

Publicado em 10 de agosto, 2023

Caso Débora: suspeito teria pagado R$ 500 para que a jovem sofresse um ‘corretivo’

Versão de Gil Romero contradiz a do outro suspeito preso. Foto: Reprodução

Gil Romero Machado Batista, 41, acusado do feminicídio de Débora da Silva Alves, que tinha 18 anos, chegou a Manaus no fim da tarde desta quinta-feira (9) após ser preso na comunidade Apolinário, na cidade de Curuá, estado do Pará, na noite anterior.

De acordo com a delegada Deborah Barreiros, adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Gil Romero confessou que foi ao encontro da jovem para tratar sobre a paternidade do bebê que ela esperava, disse que compraria o berço e a levou até a usina onde ele trabalhava como vigilante.

Na usina, ele afirma que deixou Débora sob os cuidados de José Nilson, vulgo “Nego”, que já foi preso por envolvimento no crime, e de uma terceira pessoa ainda não foi identificada.

“Com a chegada do inspetor daquela usina, ele precisou esconder a jovem junto com o José Nilson e essa terceira pessoa dentro do galpão e foi fazer o seu trabalho, que era acompanhar esse inspetor”, explicou a delegada.

O inspetor teria passado cerca de 3h fazendo a ronda no local. Após esse período de tempo, Gil Romero afirma que retornou ao galpão e encontrou Débora já morta.

A ordem dada pelo suspeito era de que “Nego” e a terceira pessoa dessem apenas um corretivo na jovem para que ela parasse de dizer que estava grávida dele, pois era um homem casado. Gil Romero ainda pagou R$ 500,00 para a dupla.

“Ele tinha a intenção de, na segunda-feira, que era seu turno de serviço novamente, levar esse corpo para outro lugar. Mas como ele foi procurado pela família da jovem e pela polícia, ele resolveu fugir. Ele não teve a oportunidade de se desfazer do corpo da maneira que ele pretendia”, relatou Barreiros.

Em depoimento, “Nego” relatou para os policiais que foi até a usina para furtar materiais e que Gil Romero chegou ao local com a jovem já morta no banco de trás do carro lhe pedindo ajuda para ocultar o cadáver. As versões de ambos são contraditórias.

A delegada ainda afirma que o crime foi premeditado e que Gil Romero tinha a intenção de exterminar Débora e a criança desde o início.

Ainda não se sabe o que aconteceu com o bebê. As investigações sobre o caso continuam.

Veja o vídeo de Gil Romero saindo da delegacia no Pará:

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