
Suspeito disse que sentiu obrigado a ajudar na ocultação do cadáver pois o assassino estava armado. Foto: Divulgação
Um homem identificado somente como “Nego” foi preso nesta quinta-feira (3) durante a Operação Hela pela morte de Débora da Silva Alves, que tinha 18 anos.
Débora estava grávida de 8 meses e desapareceu no dia 29 de julho deste ano. O seu corpo foi encontrado queimado e com requintes de crueldade em uma área de mata na comunidade Parque Mauá, bairro Mauazinho, zona Leste da cidade.
Segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), “Nego” foi quem indicou a localização do corpo da jovem.
“Nego” era gerente do boteco que pertence a Gil Romero Machado Batista, principal suspeito do crime e pai do bebê de Débora.
Em depoimento, ele conta que foi até a usina onde Gil Romero também trabalhava como vigilante para furtar materiais a mando dele.
Posteriormente, Gil Romero apareceu com Débora já sem vida no banco de trás de um carro e “Nego” afirma que se sentiu obrigado a ajudar na ocultação do cadáver já que o vigilante estava armado.
“O corpo (de Débora) foi levado para o galpão, foi ateado fogo no corpo e colocado dentro um tonel que já estava naquele galpão abandonado. Ela não foi carbonizada totalmente porque aquele óleo é de difícil combustão. Depois o tonel foi fechado e jogado na área da mata da própria empresa onde ele (Gil Romero) trabalhava”, explicou a delegada Déborah Barreiros, adjunta da DEHS.
Gil Romero segue foragido.
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