
Collor é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e de integrar organização criminosa. Foto: Divulgação
O ex-presidente Fernando Collor (PTB) e o ex-ministro petista José Dirceu estão entre os réus que podem ir para a cadeia em decorrência de processos da operação Lava Jato. Ainda tramitam dezenas de ações penais e procedimentos relativos à força-tarefa e a seus desdobramentos em Curitiba e em outras jurisdições pelo país, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF).
A Lava Jato não foi encerrada definitivamente no Judiciário e nem todos os casos investigados foram extintos ou prescritos, a exemplo do que ocorreu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
José Dirceu, que foi chefe da Casa Civil no primeiro governo de Lula, é acusado de lavagem de dinheiro por repasses de duas empreiteiras. Ele nega as acusações. A defesa de Dirceu questiona a legitimidade da ação com base em diálogos que os procuradores trocaram no aplicativo Telegram e que mostraram colaboração entre o Ministério Público e o então juiz Sergio Moro. Os diálogos, apelidados de Vaza Jato, foram publicados por diversos veículos de comunicação e comprometeram a credibilidade da investigação, em 2019.
O ex-presidente Fernando Collor é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e de integrar organização criminosa que desviou recursos da BR Distribuidora na época dos governos do PT.
Atualmente, há mais de 30 ações penais em tramitação na Justiça Federal no Paraná, que inicialmente conduziu os casos da Lava Jato a partir de sua deflagração, em 2014.