
MPF e Censipam debatem parceria tecnológica contra garimpo ilegal
O Ministério Público Federal (MPF) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) discutiram, em reunião realizada na sede do MPF no Amazonas, novas possibilidades de cooperação tecnológica para fortalecer o enfrentamento aos crimes ambientais e o garimpo ilegal na região.
O centro, vinculado ao Ministério da Defesa (MD), atua em diferentes frentes além da área ambiental e oferece ferramentas com potencial de auxiliar o MPF na identificação de ilícitos em áreas remotas da floresta. Durante a reunião, o Censipam apresentou sua estrutura e as ações de apoio tecnológico desenvolvidas em parceria com diversos órgãos públicos.
O encontro reuniu o procurador da República André Luiz Porreca e o gerente regional do Censipam em Manaus, Alexandre Santana Moreira. Entre os temas tratados, ganhou destaque o projeto de revitalização do sistema HFDF (sigla em inglês para High-Frequency Direction Finding — radiogoniometria de alta frequência). O equipamento tem a capacidade de localizar e monitorar transmissões de rádio a grande distâncias na Amazônia.
Atualmente, o aparelho encontra-se desatualizado por falta de manutenção, razão pela qual o Censipam busca parceiros para viabilizar a modernização da tecnologia. O MPF manifestou interesse institucional na iniciativa e sugeriu possíveis caminhos para o financiamento do projeto, além da articulação com outras instituições.
Também foi debatida a possibilidade de utilizar imagens de satélite para identificar estaleiros e estruturas de manutenção de dragas, embarcações frequentemente utilizadas na extração ilegal de ouro nos rios da região. A identificação seria feita com auxílio da ferramenta Brasil Mais, também utilizada pelo MPF. A cooperação institucional integra o esforço de difundir, entre os membros do MPF, o uso de instrumentos tecnológicos no enfrentamento de crimes ambientais.
A reunião, realizada no último dia 28 de maio, integra atuação do 2º Ofício da Amazônia Ocidental, especializado no enfrentamento à mineração ilegal nos estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia, e do 6º Ofício de Coordenação e Integração da Tutela Ambiental (6º OCITA). Ambos os ofícios são titularizados pelo procurador da República André Porreca.