
Foto: Ayrton Lopes/Fapeam
O “Estudo ecoepidemiológico sobre a esporotricose humana e animal no Amazonas” foi apresentado ao público no estande da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), nesta quinta-feira (25/6), durante o 1º Congresso Brasileiro de Diversidade Microbiana (CBDMicro). O evento, que segue até esta sexta-feira (26/6), acontece no Centro de Convenções do Manaus Plaza Shopping, na zona centro-sul de Manaus.
A pesquisa é coordenada pela doutora Ani Beatriz Jackisch Matsuura, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), e apoiada pela Fapeam, por meio do Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil, da Chamada Pública nº 003/2022, realizado em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Durante o congresso, a pesquisadora apresentou os principais resultados do estudo, destacando o perfil epidemiológico das pessoas acometidas pela esporotricose em Manaus, além da ocorrência e da distribuição da doença em animais no Amazonas.
“Esse foi o primeiro trabalho que conseguiu reunir dados epidemiológicos que estavam muito fragmentados. Cada órgão possuía seu próprio banco de dados, mas não havia uma integração dessas informações. Conseguimos reunir esses registros e publicar um panorama da evolução da esporotricose desde os primeiros casos registrados no estado”, explicou.
Além do levantamento epidemiológico, o estudo também identificou a espécie do fungo responsável pela esporotricose no Amazonas. A análise de diversas cepas confirmou que a espécie encontrada no estado é a mesma registrada em outras regiões do país.
A pesquisa também investigou a presença do fungo no ambiente e confirmou a ocorrência do Sporothrix na poeira de residências com animais infectados e no solo de locais onde animais doentes haviam sido enterrados. Os resultados reforçam a importância do manejo adequado dos animais acometidos pela doença, incluindo a cremação, para evitar a permanência e a disseminação do fungo no ambiente.
Para Ani Beatriz, os resultados contribuíram significativamente para ampliar o conhecimento sobre a esporotricose no Estado e para subsidiar ações de vigilância e controle da doença.
“Foi um projeto fundamental para compreendermos a situação epidemiológica e microbiológica da esporotricose no estado. Muitas das metodologias utilizadas exigem alto investimento, como meios de cultura especiais e técnicas de identificação molecular. Sem o apoio da Fapeam, não teríamos conseguido alcançar os resultados obtidos”, concluiu.
A participação da Fapeam no CBDMicro também reforça a divulgação de pesquisas financiadas pela Fundação nas áreas de biodiversidade amazônica, microbiologia, biotecnologia, inovação e desenvolvimento sustentável. A iniciativa aproxima a produção científica da sociedade ao apresentar tecnologias, produtos e resultados desenvolvidos com recursos públicos, contribuindo para a valorização dos investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).
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