20/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Conselho de Ética do Senado deverá apurar caso Marcos do Val, diz Randolfe

Publicado em 05 de fevereiro, 2023

Conselho de Ética do Senado deverá apurar caso Marcos do Val, diz Randolfe

Integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliam reservadamente que as denúncias feitas pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) ainda são incipientes e que são necessárias provas concretas para comprovar as alegações do parlamentar.

“Eu creio que não é caso para nenhuma investigação parlamentar mais amiúde, já que o papel do próprio Conselho de Ética do Senado é este: se detalhar sobre a gravidade das informações e sobretudo do comportamento do senador Do Val. Tão grave quanto as informações primeiras que ele passa é o comportamento”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O senador Marcos do Val contou que, no dia 9 de dezembro, encontrou-se com Daniel Silveira e o então presidente Jair Bolsonaro. Na conversa, o então deputado teria sugerido que Marcos do Val fizesse uma gravação clandestina do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

“A ideia é que eles colocariam um equipamento de gravação, teria um veículo já próximo ao STF captando o áudio, e eu, nessa reunião com o ministro Alexandre, eu conduzindo, para ele falar que em alguns dos processos dele ele ultrapassou as linhas da Constituição”, disse Do Val.

Bolsonaro teria ouvido a proposta sem se pronunciar, segundo o senador. Marcos do Val disse que “pensaria” e que depois “faria contato”. Mas ao sair, mandou uma mensagem a Alexandre de Moraes relatando a reunião. Dias depois, foi ao encontro do ministro no Supremo e detalhou o encontro.

“Fiz o meu papel de não prevaricar. Fui e comuniquei ao ministro. E me coloquei à disposição como testemunha”, afirmou Do Val.

Rodrigues afirma que, caso haja prevaricação, o caso deve ser apurado pelo Conselho de Ética do Senado.

“Configurado a veracidade desse ato, desse fato, desses acontecimentos e não tendo ocorrido naquele momento a denúncia por parte do senador, isso incorre em prevaricação, que é um delito parlamentar e deve ser apurado pela instância devida que é o Conselho de Ética. Creio que este caso está remetido para a instância que deve cuidar dele, o Conselho de Ética do Senado Federal“, disse Rodrigues.

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