11/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

‘Quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai errar’, diz Alckmin

Publicado em 26 de novembro, 2022

‘Quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai errar’, diz Alckmin

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu, neste sábado (26), a responsabilidade fiscal e afirmou que manter o respeito às contas públicas não é “incompatível com avanços sociais”.

“Quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai errar”, disse Alckmin, que falou durante debate no Fórum Esfera Brasil, no Guarujá (SP).

O vice de Luiz Inácio Lula da Silva também afirmou que “não pode ter inflação” e reforçou que reforma e simplificação tributárias estarão entre as prioridades do novo governo.

Atualmente, crescem as apostas para a indicação do ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad para a principal pasta que comanda a política econômica do governo. O nome, porém, como toda a composição ministerial do governo Lula, segue sem ser anunciado.

Responsabilidade fiscal

“Eu não vejo como incompatível você ter responsabilidade fiscal e ter avanços de natureza social. Esse é o grande desafio, como crescer e atrais investimentos e, de outro lado, procurar melhorar a vida dos que sofrem mais”, afirmou Alckmin.

“Um crescimento com estabilidade. Não pode ter inflação, porque ela não é socialmente neutra, ela onera o mais pobre. O crescimento tem que ter sustentabilidade, não pode destruir meio ambiente”, acrescentou.

Alckmin voltou a defender uma agenda de competitividade, com educação de qualidade, abertura comercial, reforma tributária com simplificação de impostos, redução do custo de capital e estabilidade econômica para a atração de investimentos.

“O Brasil precisa fazer mais acordos internacionais e procurar se integrar mais à economia do mundo. Se tiver cunha fiscal, vamos reduzir imposto. Queria cumprimentar o presidente (do Banco Central) Campos Neto pelo PIX, que é um sucesso. Podemos avançar muito”, completou.

Alckmin garantiu que não haverá uma “bala de prata” para a economia e defendeu um conjunto de reformas e microrreformas.

“Pequenas reformas que no seu conjunto farão a diferença. Nada como um dia após o outro. Há muita ansiedade, mas não tenho dúvidas de que as coisas terão um rumo muito positivo para o nosso País”, completou.

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