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O mandado de busca e apreensão que justificou a operação do FBI na casa de Donald Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, foi divulgado ao público por um juiz dos Estados Unidos, nesta sexta-feira (12). De acordo com o documento, o ex-presidente dos EUA está sob investigação criminal por possíveis violações da Lei de Espionagem, infrações relacionadas a obstrução da Justiça e destruição de registros do governo federal.
O FBI apreendeu 11 conjuntos de documentos confidenciais, entre os quais havia quatro que eram ultrassecretos e três secretos.
Trump afirma que antes de deixar a presidência dos EUA ele tirou o sigilo de todos os documentos. Agentes do FBI apreenderam materiais da mansão de Trump para investigar crimes relacionados à Lei de Espionagem, que proíbe a retenção não autorizada de informações de segurança nacional que possam prejudicar os EUA ou ajudar um adversário.
A Lei de Espionagem tem pena máxima de 10 anos de prisão e a legislação de obstrução da Justiça tem pena máxima de 20 anos. O estatuto de destruição de registros do governo pode impedir um condenado de exercer o cargo eletivo de novo no futuro.
Agentes do FBI levaram mais de 30 itens da mansão, incluindo mais de 20 caixas, pastas de fotos, uma nota manuscrita e a concessão executiva de clemência para Roger Stone, um aliado de Trump, amigo de longa data do ex-presidente. Na lista há ainda informações sobre o “presidente da França”.
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