
PF aguarda manifestação da Justiça Federal do AM sobre julgamento dos assassinos de Dom e Bruno
Em coletiva de imprensa, a Superintendência da Polícia Federal no Amazonas explicou que aguarda a manifestação da Justiça Federal e Tabatinga para confirmar que o órgão tem competência para julgar o caso.
Ontem (7), a juíza Jacinta Silva dos Santos, da Comarca de Atalaia do Norte, local dos assassinatos, despachou um documento considerando a incompetência da Justiça local para julgar o caso, por envolver questões indígenas.
“Aguardamos a manifestação da Polícia Federal de Tabatinga para confirmar se ela tem essa competência”, disse a PF.
A Justiça do Amazonas decidiu enviar à Justiça Federal o processo sobre o assassinato do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips. Em nota, a juíza Jacinta Silva dos Santos atendeu a um pedido do Ministério Público do Amazonas, que considera o caso de competência federal. A ação tramita sob sigilo.
Segundo a magistrada, os relatórios feitos por Polícia Civil e PF sobre as investigações concluíram que a motivação do crime estaria relacionada com os direitos indígenas, tema de responsabilidade da Justiça Federal.
“A polícia havia solicitado na quarta (6) que convertesse a prisão temporária dos três investigados em prisão preventiva (sem tempo determinado), o que deve ser analisado por um juiz federal. Ainda há a possibilidade, no entanto, de a Justiça Federal entender que não é de sua competência decidir sobre o tema”, afirmou.
Bruno e Dom desapareceram em 5 de junho, na região do Vale do Javari, e seus corpos foram encontrados dez dias depois. Os três pescadores ilegais acusados pelo assassinato —Amarildo Oliveira, o Pelado, seu irmão, Oseney de Oliveira, o Dos Santos, e Jeferson da Silva Lima— continuam presos.
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