17/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Pessoas que tiveram contato com indigenista e jornalista desaparecidos prestam esclarecimentos na delegacia, informa PF

Publicado em 07 de junho, 2022

Foto: Reprodução

A Polícia Federal informou que duas pessoas que tiveram contato com o indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, correspondente do jornal The Guardian no Brasil, desaparecidos desde o último domingo (5), foram encaminhadas à Polícia Civil de Atalaia do Norte para prestar esclarecimentos. Porém, nenhuma delas foi presa.

A Polícia Federal informa que desde que tomou conhecimento do desaparecimento vem realizando medidas investigativas e de inteligência policial visando o esclarecimento dos fatos e a resolução do caso.

Na data de ontem (6), com o apoio da Marinha, foram realizadas incursões na calha do Rio Itaquaí, mais precisamente no trecho compreendido entre a frente de proteção etnoambiental itui-itauqai e o município de Atalaia do Norte/AM, região noroeste do Amazonas.

No início da manhã de hoje (7), as buscas foram retomadas pela Marinha e a Polícia Federal, com novas incursões no rio e com o apoio de helicóptero sobrevoando a região.

Com a evolução do caso, a PF informou que novas informações serão divulgadas.

Desaparecidos

Bruno Pereira e Dom Phillips chegaram na sexta-feira no Lago do Jaburu, nas proximidades do rio Ituí, para que o jornalista visitasse o local e fizesse entrevistas com indígenas. Os dois desapareceram no Vale do Javari, no Amazonas, quando faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael até a cidade de Atalaia do Norte, neste domingo (5).

De acordo com a Coordenação da União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), os dois saíram para visitar a comunidade São Rafael, para ter uma reunião com o líder comunitário do local, apelidado de “Churrasco”. Os dois teriam chegado na região por volta das 6h, e conversado com o líder, depois partido para Atalaia do Norte, em um trajeto que teria cerca de duas horas de duração.

A organização informou ainda que indígenas conhecedores da região chegaram a fazer buscas no trecho que ambos percorreram, mas não encontraram vestígios dos dois. A comunidade São Rafael fica fora da Terra Indígena do Vale do Javari e é alvo recorrente da ação de garimpeiros e do narcotráfico.

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