25/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ópera de marionetes ‘Onheama’ será apresentada mais uma vez, no Teatro Amazonas, dia 29 de maio

Publicado em 08 de maio, 2022

“Onheama”, de João Guilherme Ripper, tem assinatura da companhia paulista O Pequeno Teatro do Mundo. Foto: Divulgação/Antonio Lima/Cultura e Economia Criativa

A história do jovem guerreiro indígena, Iporangaba, que recebe uma missão de resgatar Guaraci, o sol, engolido pela onça Xivi conquistou o público infantil que assistiu, neste sábado (7/5), “Onheama”, de João Guilherme Ripper, com assinatura da companhia paulista O Pequeno Teatro do Mundo. A apresentação gratuita aconteceu no hall do Teatro Amazonas, dentro da programação do 24º Festival Amazonas de Ópera (FAO).

O espetáculo é uma ópera épica de marionetes, baseada na mitologia amazônica e relacionada com o eclipse solar. Nessa aventura, Porangaba conta com a ajuda do Boto-cor-de-rosa e da Iara, seres encantados da mitologia amazônica.

“Onheama” vai percorrer, ainda neste mês, municípios do interior do Amazonas e encerra o roteiro com uma segunda exibição no Teatro Amazonas, no dia 29 de maio, às 11h.

“Gostei mais da parte quando o Iporanga atirou na onça”, adianta o pequeno Saulo Moreno Amaral, de 5 anos. Acompanhado dos pais, ele manteve o olhar atento aos movimentos das mais de 12 marionetes.

“Ele gosta demais, impressionante, e estamos sempre aqui no Teatro Amazonas, que é a nossa segunda casa desde que tive ele. Vou, inclusive, já garantir nossos lugares para assistir a ópera do ‘Menino Maluquinho’ na estreia”, declarou a mãe de Saulo, a servidora pública Luzimeire Moreno.

O marionetista Fábio Retti conta que administrar os pequenos personagens ligados por fios é um verdadeiro balé. Foto: Divulgação/Antonio Lima/Cultura e Economia Criativa

Ópera para todos

De acordo com a diretora de “Onheama”, Fabiana Barbosa, a ópera foi pensada para ser levada a todos os lugares, desde o Teatro Amazonas até as regiões ribeirinhas do estado.

“Este enredo parte de um lugar de identificação cultural, que as pessoas já se reconhecem, e essa história é contada através da linguagem da ópera”, disse a diretora. “Esse encontro dessas linguagens é muito rico e estamos com uma ansiedade para levar também para o interior”.

O desafio de unir o lúdico ao lírico está nas mãos do marionetista Fábio Retti. Ele conta que administrar os pequenos personagens ligados por fios é um verdadeiro balé.

“É uma experiência que marca a memória de quem assiste. É um grande balé lá dentro, somos dois marionetistas, eu e a Fabiana. Geralmente temos quatro personagens ao mesmo tempo. Lá dentro é um outro espetáculo”, diz, aos risos, o artista.

Apresentação da ópera aconteceu no hall do Teatro Amazonas. Foto: Divulgação/Antonio Lima/Cultura e Economia Criativa

Festival

O FAO iniciou no dia 29 de abril e segue até 31 de maio, na capital e interior. A programação conta com atrações gratuitas e, para as obras pagas, os ingressos estão à venda em www.bilheteriadigital.com e na bilheteria do Teatro Amazonas.

Cinco óperas, recitais, concertos, workshop e encontro de economia criativa estão na agenda do evento. A programação inclui atrações no Teatro Amazonas, Teatro da Instalação, centros culturais Palácio da Justiça e Palácio Rio Negro e também no interior. As estreias das óperas vão ser transmitidas pela TV Encontro das Águas e nas redes sociais da @culturadoam.

O FAO é realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e da AADC. O projeto, aprovado na Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cidadania e Secretaria Especial de Cultura, tem patrocínio master do Bradesco e patrocínio da Innova.

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