04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Juiz Adalberto Carim Antônio morre aos 56 anos após sofrer uma parada cardíaca

Publicado em 20 de abril, 2022

Adalberto Carim Antônio completaria 57 anos no próximo dia 5 de maio. Foto: Divulgação

O juiz Direito do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) Adalberto Carim Antônio faleceu na tarde desta quarta-feira (20), por volta das 14h, em Manaus. Ele estava internado para tratamento de saúde e teve uma parada cardíaca.

Adalberto tinha 56 anos e era conhecido como um juiz de destaque em defesa do meio ambiente. Ao longo da sua vida recebeu homenagens da Polícia Militar e da Assembleia Legislativa do Estado, através do deputado estadual à época, Luiz Castro, pelos trabalhos prestados. Também recebeu menção honrosa no Prêmio Innovare.

Em 1997 foi fundamental na criação da primeira Vara de Justiça do Meio Ambiente do Amazonas e Questões Agrárias.

Fontes informaram ao Portal do Marcos Santos que Adalberto já estava internado há cerca de dois anos no Hospital Adventista por causa de problemas renais.

O velório de Adalberto Carim será realizado na Funerária Canaã (avenida Major Gabriel, bairro Praça 14), a partir das 21h de hoje (20). O local e horário do sepultamento ainda não foram informados pela família.

Adalberto Carim Antônio era natural de Manaus e filho de Olinda Carim Antonio e do desembargador Ataliba David Antonio, falecido em 2007 e que dá nome ao Plenário da sede do Tribunal de Justiça do Amazonas. Ele completaria 57 anos no próximo dia 5 de maio.

Carreira

O magistrado começou a trabalhar no TJAM em 1º de junho de 1990 ainda como assistente jurídico. Passou no concurso público e tomou posse no dia 24 de junho de 1993, iniciando sua atuação na magistratura amazonense na Vara Única da Comarca de Anamã, no interior do Estado. Atuou no Juizado Especial Criminal e foi um dos responsáveis pela criação da primeira vara ambiental no Brasil, em 1997 – a Vara Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias da Comarca de Manaus (Vemaqa), sendo titular da unidade jurisdicional desde então.

Desenvolveu diversos projetos como a Oca do Conhecimento, a Justiça Volante Ambiental, o Projeto Sementes da Vida e o Espaço da Cidadania Ambiental (Ecam), todos voltados ao incentivo da cultura da preservação, da sustentabilidade e da educação ambiental, visando maior conscientização do cidadão e da chamada “ecocidadania”.

O magistrado também chegou a receber a Menção Honrosa – Juiz Especial, do VI Prêmio Innovare, com o trabalho “A Justiça do século XXI”; e foi assessor técnico na Conferência das Partes n.º15 da Convenção das Nações Unidas para Mudanças Climáticas em Copenhague – Dinamarca, em 2009.

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