
Omar e Braga tietam Lula (fotos)
Os dois brigaram feio, durante a CPI da Pandemia, com rompimento de relações e juras de revanche. Mas a política parece unir os senadores do Amazonas Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM). Depois de o governador Wilson Lima declarar apoio a Jair Bolsonaro, os dois fazem de tudo para obter o apoio de Lula. Na noite desta segunda, ambos estiveram com o candidato, em Brasília, postando fotos com ele, no melhor estilo “papagaio de pirata”.
Braga não foi ao jantar em que Lula juntou lideranças que o apoiam. Ele participa, no entanto, dos esforços internos do MDB para evitar a aliança do partido com PSDB, Cidadania e União Brasil. Apoia, com todas as forças, as articulações de Renan Calheiros (MDB-AL) para brecar a terceira via, alternativa a Bolsonaro e Lula, em torno da senadora Simone Tebet (MDB-MS).
O senador emedebista tratou de postar foto com Lula, mais tarde, justificando que conversou “sobre o futuro do Amazonas e do Brasil. Na pauta, a Zona Franca de Manaus, novos modelos econômicos, AM-010 e BR-319”, escreveu.
Omar justificou o encontro como debate de um “projeto de Brasil”. E aproveitou para alfinetar Bolsonaro, de quem é desafeto: “É dialogar em busca de soluções para tirar o País, mais uma vez, do mapa da fome, da miséria e do desemprego. Os últimos quatro anos têm sido muito difíceis. Eu não preciso falar, você sabe que está muito difícil”.
Eduardo Braga é pré-candidato a governador e Omar Abdelaziz concorre à reeleição. A união em torno de Lula os reaproxima.
Braga ainda não declarou apoio a nenhum candidato a senador. Omar, embora próximo do governador Wilson Lima, não diz quem apoiará para o Governo do Amazonas.
Lula tem trabalhado para evitar que a frente ampla, aberta na semana passada – União Brasil, MDB, PSDB e Cidadania -, seja concretizada. Os partidos ficaram de apresentar proposta alternativa na quinta-feira (14/04) e definir o candidato de consenso até 18/04.
O prazo de filiação partidária terminou no dia 1º de abril. A data limite para oficializar federação partidária é 31 de maio. Até lá, as águas vão rolar sob a ponte da política, nacional e estadual.