03/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Zelensky propõe boicote geral e Rússia alerta: ‘Afetaria todo o mundo’

Publicado em 21 de março, 2022

Zelensky propõe boicote geral e Rússia alerta: ‘Afetaria todo o mundo’

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cobrou que a União Europeia aplique sanções econômicas ainda mais duras contra a Rússia. A guerra entra no 26º dia com as negociações de um possível acordo de paz estagnado.

Nesta segunda-feira (21/3), em pronunciamento gravado, Zelensky sugeriu que os países do bloco suspendam o comércio com a Rússia. O boicote geral seria uma forma de descapitalizar o país comandado por Vladimir Putin.

“Nenhum euro para os ocupantes. Fechem todas as portas, não enviem seus produtos, rejeitem os recursos energéticos”, pediu. Ele acrescentou. “Sem comércio com vocês, sem suas empresas e seus bancos, a Rússia não terá mais dinheiro para esta guerra”, frisou.

No sábado (19/3), a Polônia propôs à União Europeia que o bloco imponha uma proibição total ao comércio com a Rússia, disse o primeiro-ministro Mateus Morawiecki, pedindo sanções mais duras a Moscou pela invasão da Ucrânia.

Reação

A Rússia afirma que um possível embargo da União Europeia ao petróleo russo afetaria todo o mundo. O governo estima que o preço do barril ultrapassaria US$ 300.

“Um embargo assim teria uma influência muito grave no mercado mundial de petróleo, uma influência negativa no mercado de energia da Europa. Mas os americanos não perderão nada, é evidente, eles se sentirão muito melhores do que os europeus”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

A Europa já aplicou sanções contra empresas, bancos, altos funcionários e oligarcas, além de proibir a exportação de produtos para a Rússia. Países do bloco se reúnem para examinar novas sanções contra Moscou.

Peskov salienta. “Esta é uma decisão que afetaria todo o mundo”, acrescentou em uma entrevista coletiva.

Negociações

A estagnação das negociações para um acordo de paz no Leste Europeu continua impedindo o fim da guerra. Nesta segunda-feira, o governo russo voltou a reclamar da falta de entendimento.

O porta-voz do Kremlin, em entrevista a agências internacionais de notícias em uma teleconferência, admitiu que não houve progresso nas conversas com o governo ucraniano.

Além disso, descartou possível reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o mandatário ucraniano, Volodymyr Zelenskiy. A Rússia acusa a Ucrânia de paralisar as conversações de paz, fazendo propostas inaceitáveis. A Ucrânia disse que está disposta a negociar, mas não se renderá nem aceitará ultimatos russos.

“Para que possamos falar de uma reunião entre os dois presidentes, é preciso fazer o dever de casa. As conversações têm que ser realizadas, e seus resultados têm que ser acordados”, disse Peskov. E emendou: “Não houve nenhum progresso significativo até agora”.

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